<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952</id><updated>2011-07-08T03:15:47.653-03:00</updated><category term='Poesia'/><category term='Nomadismo'/><category term='Movimento'/><title type='text'>ar com as[m]as</title><subtitle type='html'>"Criar foi sempre coisa distinta de comunicar. O importante talvez venha a ser criar vacóulos de não-comunicação, interruptores, para escapar ao controle" (Gilles Deleuze)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-232786805075862764</id><published>2009-10-28T16:32:00.002-03:00</published><updated>2009-10-28T16:57:31.938-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>acessem: &lt;a href="http://www.engenharialaranja.blogspot.com/"&gt;www.engenharialaranja.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-232786805075862764?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/232786805075862764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=232786805075862764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/232786805075862764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/232786805075862764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2009/10/notas-de-um-mal-humorado-quase-tudo-o.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-5191002318232315481</id><published>2009-01-20T12:16:00.003-03:00</published><updated>2009-01-20T12:23:50.762-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                                             em breve, muito breve, a nova primeira novela: &lt;em&gt;margens, um título provisório&lt;/em&gt;. uma palavra que entra noutra palavra que entra em outra palavra, que se entra para poder se caber junto com outras, que vêm, entram e saem e voltam de novo arrependidas. feita de cuspe, suor, fezes e algumas mímicas não-meméticas. e mete meta neles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-5191002318232315481?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/5191002318232315481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=5191002318232315481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5191002318232315481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5191002318232315481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2009/01/em-breve-muito-breve-nova-primeira.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-2154199614670871241</id><published>2008-12-13T20:24:00.003-03:00</published><updated>2008-12-13T20:32:16.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nomadismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARTHUR RIMBAUD: VIDA E EXISTÊNCIA, POR UMA ESTÉTICA DO MOVIMENTO.*&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Introdução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de Rimbaud é um ato arriscado – é como alguém que se joga em um espaço desconhecido, numa vertiginosa nomadologia em busca de climas e gostos até então inexploráveis, desertos povoado. Mesmo que para isso se tenha que, como diz o poeta Rasec, “fazer parir uma nova palavra, uma nova língua, um novo povo” para fazer subir à superfície Visões e Audições que já não pertencem a língua alguma (DELEUZE, 1997) e que são todas experimentadas pelo corpo, fazendo poder criar sobre ele coisas que talvez nem Espinosa pensaria que fosse capaz, corpo esse sempre em movimento, junto à obra – vida-existência. Poesia em Ação.&lt;br /&gt;O filósofo e psicanalista Daniel Lins, em um de seus artigos, nos mostram esse corpo em movimento, esse corpo dançarino:  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“o corpo de Rimbaud é primordialmente o corpo que anda, o corpo que marcha (...) o vocábulo marchar tem na obra de Rimbaud a promessa do “arcar” por vir em Iluminações: era como se, andando, o corpo inventasse uma relação com o mundo” (LINS, 2007, p. 102).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daniel Lins vai marcar, nesse seu estudo, a estética do movimento como estando ligada a poiética rimbaudiana. Movimento esse inserido dentro de uma abordagem não só sintática, mas existencial da obra do poeta. E é esse movimento que tentarei mostrar, dar continuidade, fazer chegar à pele não só a estética dançarina, mas a nômade, a que impulsionou Rimbaud a criar, a buscar novos “eus” e “outros”, construindo planícies novas com sua própria existência, a partir do que ele chamava de um imenso e calculado desregramento de todos os sentidos; como ele mesmo diz, “com uma lógica nada previsível”. (Farei isso passando por suas duas obras “prontas”, as Iluminações, escrito provavelmente de 1873 a 1875, pouco antes de dar adeus seu devir-literário e Uma Estadia no Inferno, escrito em 1873; duas obras que, com alguns flashes biográficos, mostrarei o movimento de sua obra, e até onde ela o levou)&lt;br /&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;              Em uma carta, datada de 13 de maio de 1871, ao poeta e amigo Georges Izambard, o Rimbaud escreve sobre a poesia, sobre a ação na poesia e sobre o sentimento forte que o poeta tem que carregar, como sendo o poeta o visionário, que ver um novo povo, sendo esse poeta apenas o meio que deve traficar para o leitor o registro de suas visões grandes demais para ele, porque “escrever não é contar suas próprias lembranças, suas viagens, seu amores” - ela se realiza na potência de um impessoal (DELEUZE, 2000), e foi isso que Rimbaud fez: encontrou um Outro que não ele, seu Impessoal, e viveu esses outros como escreveu. Na carta a Izambard, diz o poeta:&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Os sofrimentos são enormes, mas é preciso ser-se forte, ter nascido poeta, e eu reconheci-me poeta. Não é de modo algum culpa minha. É falso dizer-se: eu penso.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E depois, analisando a tarefa da poesia como ação, como movimento, diz: “Na Grécia (...) versos e liras ritmam a Ação.” Nas cartas que Rimbaud escreve aos seus amigos, ele se preocupa em cartografar seu pensamento acerca da poesia e do tornar-se poeta, o verdadeiro ladrão de fogo.&lt;br /&gt;A preocupação de Rimbaud era a questão do seu devir poeta, do ser poeta em relação à existência. Ele diz acerca da tarefa do poeta: “Ele tem a seu cargo a humanidade, os animais mesmo; deve fazer sentir, palpar, escutar as suas invenções; se aquilo que ele transmite de lá tem forma, ele dá a forma; se é informe, ele dá o informe” e faz “Achar uma língua”.  Mas também deixá-la viver só, abandoná-la como no caso ele fez quando partiu para o Oriente. Como diz Nietzsche, o livro quase tornado gente. Para o filósofo alemão&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“para todo escritor é sempre uma surpresa o fato de que o livro tenha uma vida própria, quando se o desprende dele (...) Talvez ele se esqueça do livro quase totalmente, talvez se eleve acima das opiniões que nele registrou, talvez até não o compreende mais” (NIETZSCHE, 2000, p.140).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rimbaud experimentou de forma visceral essa transmutação do livro tornado gente, sendo que na sua própria pele, a cada nova viagem, a cada nova passagem de sua vida, sempre em movimento, rumo a outros caminhos até então inexprimíveis. Não é a toa que ele diz, em Uma Estadia no Inferno: “escrevi silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens” e assim tornando-se uma “ópera fabulosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VIDA E A POESIA NÔMADE.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não importa agora descrever toda a infância da vida de Arthur Rimbaud, mesmo que isso se faça necessário em outra circunstância. Mas situarei sua vida brevemente, para podermos marcar os pontos das suas obras Uma estadia no Inferno e Iluminações, também alguns poemas esparsos que mostra o movimento de suas andanças.&lt;br /&gt;Rimbaud nasce em 20 de outubro de 1854 em Charleville, no norte da França, perto da fronteira belga. Nesta pacata cidadezinha, repleta de casas com telhados angulares, onde tranqüilos burgueses contemplam os meandros do rio Meuse, Vitalie Cuif, de origem camponesa e filha de proprietários rurais, conhece o capitão Fréderic Rimbaud. Casam-se em 1853 tendo como primeiro filho Fréderic, que acabará como motorista de ônibus no vilarejo vizinho de Attigny. Após o nascimento de Arthur, o casal viverá praticamente separado, pois o pai apenas regressará ao lar raríssimas vezes.&lt;br /&gt;Os dois irmãos são matriculados pela mãe em 1862 no Instituto Rossat, colégio freqüentado pela alta burguesia de Charleville. A precocidade de Arthur deixa os mestres estupefatos, principalmente por sua incrível capacidade de traduzir a poesia latina. Aos colegas anuncia com orgulho que quando adulto será explorador. Arrebatando todos os prêmios escolares, leva certa vez ao desespero o velho e rabugento Prof. Perrete, que diante daquele aluno incomum teria afirmado: "Rimbaud é inteligente até não poder mais; mas acabará mal...". Entre 1868/1869 adquire tal domínio sobre as línguas antigas que consegue escrever fluentemente versos rimados em latim. Desenvolve alguns versos epicuristas de Horácio, que são enviados à Academia de Douai. A composição recebe uma menção especial e é publicada no Boletim Oficial da Instituição. Rimbaud declara ter recebido em sonho aqueles poemas, do próprio Febo (Apolo), que anunciara a seguinte revelação: "Tu vate eris” (Serás poeta).&lt;br /&gt;Em 17 de janeiro de 1870, George Izambard, um jovem professor de 22 anos, é nomeado para a cadeira de retórica do Instituto Rossat. Ele saberá de imediato reconhecer e incentivar a vocação poética de Rimbaud, que o fascina. Propõe-se uma lição em versos latinos, o jovem poeta lhe entrega, além da composição, uma variante em versos franceses. Izambard, acompanhando a espantosa eclosão daquele gênio literário, o aconselha a enviar seus escritos ao famoso periódico literário Le Parnasse Contemporain. Infelizmente, a série de publicações já estava completa, e o eminente parnasiano Theodore de Banville lhe escreve lamentando o fato e o felicitando pelos admiráveis poemas Ofélia. Em agosto é deflagrada a guerra contra a Prússia. Entre os estrondos dos canhões o poeta foge de casa, seguindo o exemplo do irmão, que se evadira dias antes, e toma um trem para Paris. Queria ver de perto a queda de Napoleão III, dizendo-se republicano e ateu. Sem documentos, é preso na fronteira belga e enviado à prisão de Mazas. Izambard consegue sua soltura e o abriga temporariamente em Douai na casa de suas tias (as tias provavelmente do poema As Catadeiras de Piolho). De volta a Charleville, Rimbaud chega com o demônio da fuga no corpo, escapulindo para a Bélgica, e retornando novamente a Douai, onde permanece três semanas na casa das tias de seu mestre. Esta jornada inspira-lhe os antológicos poemas No Cabaré Verde e Minha Boemia. Esses dois versos, eu diria que seriam os próprios movimentos de Rimbaud, os seus passos, suas estadias em visões novas, cores e sensações que até então na poesia não se tinha experimentado. E, 1871 Charleville é ocupada pelos alemães e mais uma vez Rimbaud foge de casa, rumo a Paris. Lá conhece Paul Verlaine, poeta já consagrado, que vive uma grande aventura que não dará tempo contar aqui tudo.&lt;br /&gt;O fato é que Rimbaud foi um nômade no sentido deleuzeano do termo. No seu livro Mil Platôs, escrito com Félix Guattari, ele discorre acerca do ser - nômade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida do nômade é intermezzo. (...) O nômade não é de modo algum o migrante, pois o migrante vai principalmente de um ponto a outro, ainda que este outro ponto seja incerto, imprevisto ou mal localizado. Mas o nômade só vai de um ponto a outro por conseqüência e necessidade de fato; em princípio, os pontos são para ele alternâncias num trajeto.” (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p. 42)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimbaud não fez senão isso: alternou (tanto em sua criação quanto sua vida) de um ponto a outro, a fazer outros, pela necessidade de estar no meio das coisas, como observa Antonin Artaud em seu texto Rimbaud &amp;amp; os modernos. Poeta em processo, em transe, de passagem, captando, raptando a realidade de forma de iluminuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em falar de Iluminuras, prosseguirei a mostrar os movimentos sua existência a produção dessa obra, que inaugura versos livres e intensifica a poesia em prosa, influenciado por Charles Baudelaire. Escrita em sua trajetória nômade por Londres, Iluminações é faz emergir o movimento dos estados sensitivos de Rimbaud, os “sobressaltos da consciência” e o delírio vertiginoso.  Nessa obra, o poeta tenta captar o modo como a experiência poética ocorre para ele: como criação de intensidades instantâneas, potências afirmadores de vida, isto é, novos sentires, outros sentidos. A realidade me Rimbaud é tecida como um modelo cambiante, uma sucessão de rápidas iluminações, acontecimentos, afetos, em movimentos que está sempre “entre”, diferente da visão aristotélica de um universo finito, estável, com começo, meio e fim. Nesse processo, o poeta consegue driblar, no devir da improvisação poética (e da vida, diga-se de passagem), o mundo estático da poesia parnasiana e da vida dos literatos franceses da época, que fala de si para si, que não faz nada senão uma reprodução, como diria Mário ou Oswald de Andrade, não lembro agora, não passando de “uma máquina de fazer versos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande passeio dava Rimbaud nos dias em que as Iluminuras foi escrita. Numa carta para Blémond, Verlaine, que estava presente – em viagem – junto a Rimbaud nesse período, escreve: “todos os dias damos longos passeios nos subúrbios e no campo, na periferia de Londres...”. As caminhadas pelos subúrbios – escreve o biógrafo Charles Nicholl (2007) – nos trazem à mente um texto de Iluminuras, o movimento das cidades e dos operários, numa certa “quente manhã de fevereiro” em que sobre “o vento Sul inoportuno”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dávamos um passeio pelo subúrbio. O tempo estava encoberto, e esse vento do Sul excitava todos os maus odores dos jardins devastados e dos prados ressequidos [...] A cidade, com sua fumaça e os ruídos de ofícios, nos seguia muito longe pelos caminhos” (RIMBAUD, 1996, p. 41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo ambiente que Rimbaud começa a escrever Uma Estadia no Inferno (datado de abril a agosto de 1873). Em maio ele escreve a um amigo, o poeta Delahaye dizendo que está trabalhando com “razoável regularidade”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou escrevendo algumas breves histórias em prosa (...) É bobo e inocente (...) Meu destino depende desse livro, para o qual ainda tenho que inventar uma meia dúzia de histórias atrozes.” (apub NICHOLL, 2007, p.93).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho esse que Rimbaud mal viu sendo divulgado, assim como as Iluminuras que o poeta nem viu sendo publicado, pois estava em seu outro, tinha ido para longe, para o outro lugar que já em Uma estadia no Inferno profeciava, como se fosse também apenas uma estadia: “Voltarei, com membros de ferro, a pele sombria, olhar furioso; pela máscara, me julgarão raça forte. Terei dinheiro; vou ser ocioso e brutal. (...) estarei nos negócios políticos” (RIMBAUD, 2006, p. 27). Posto que para ele, a gente não parte, retoma o caminho (ibidem).  Movimento, movimento que poderíamos situar tanto na vida quanto na obra, mesmo obra encarnada, dicionário vivo, encadernado de pele, pelas outras geografias do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Rimbaud insere no campo literário a poesia-em-ação, o movimento dançarino que se faz a sua construção existencial, tal como Artaud o fez, os Situacionistas (que Lucas Fortunato irá trabalhar hoje em sua comunicação). Exprimindo novos caminhos para a poética moderna, para as formas de estética de existência.  Não dá para falar tudo, pois o tempo não dá, o que fiz aqui foi mostrar alguns momentos e movimentos de sua escrita, não de forma que se tenha mostrado sumariamente, mas a partir de informações e pensamentos acerca de suas obras, de sua vida – aqui situada muito rapidamente – se deu para captar o como é que a literatura &amp;amp; sua vida pode se afirmar como uma só criação, a dupla criação, uma interferindo na outra, afirmando a potência da arte, que faz ver novos horizontes da vida, na vida e pela vida. Por que não falei desse “eu”, porque ele está mudando a cada instante, tomando novas formas imprevisíveis de conteúdos e expressões.&lt;br /&gt;Por fim, termino com uma frase do poeta, que traduz tudo isso, que traduz esse novo olhar acerca da criação, da superação, da forma que nos domina. Diz o poeta: “E existiremos nos distraindo, sonhado amores prodigiosos e universos fantásticos, nos queixando e discutindo as aparências do mundo, saltimbanco, mendigo, artista, bandido...” (RIMBAUD, 2006) – pois escrever “é também tornar-se outra coisa que não escritor.” (DELEUZE, 1997).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, porém, mais uma vez não explica a criação; por sua vez, desconhece o seu autor. Rimbaud entrou no corpo da palavra por ter dela saído em busca da poeira dos dias e do sol do estrangeiro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Trabalho apresentado na XV Semana de Humanidades da UFRN, em Outubro de 2008. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rodrigo Sérvulo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-2154199614670871241?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/2154199614670871241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=2154199614670871241' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2154199614670871241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2154199614670871241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/12/arthur-rimbaud-vida-e-existncia-por-uma.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8907609756485592988</id><published>2008-12-05T00:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-05T00:02:00.214-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8907609756485592988?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8907609756485592988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8907609756485592988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8907609756485592988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8907609756485592988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/12/alguns-escrevem-pela-arte-pela.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-359654124673085090</id><published>2008-11-24T23:55:00.000-03:00</published><updated>2008-11-24T23:58:12.237-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Notícias de Nenhum Lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu queria que toda revolução fosse um gozar-se”. Assim termina o livro Notícias de Nenhum Lugar de John Klen – um intenso romance acerca de uma revolução num “vilarejo sem nome de um país sem território”. Ao abrir a primeira página, o escritor Klen nos adverte que “toda revolução é uma maneira de festejarmos, pois a alegria e celebração fazem parte de “nossa” natureza-antinatural. O que importava naquele vilarejo era o ato revolucionário e não a revolução. A crônica que se segue aqui não é nada senão o recorte de algumas alegrias que antecederam a revolução”. Depois, John começa a descrever vários lugares, todos com grandes portas, como se fossem lugares-comuns que teríamos que passar para poder chegar ao lugar-nenhum que ele descreve em sua obra. Segundo ele, esses lugares seriam territórios da consciência onde “nós, homens, habitamos sem saber dos outros; os outros que não existem – pois o existir – mas como existo senão na medida em que um outro possa existir? – supera a própria vontade de estar aqui, querendo estar ali”. Mas ali que é o mesmo lugar, a comporta vizinha que nunca abre. Assim, Klen segue com uma confusa narrativa filosófica, onde mistura pedaços de mitos e sobras de ritos de países que, diz ele, “já existiu neste planeta terra; e outros que ainda existem, mas que por estar por se fazer e fazendo-se mudam-se e renomeiam-se, acabam por não mais existir”. Para o escritor, apenas as palavras conseguem suportar o peso do esquecimento. E por isso que ele escreve, para fazer memorar as cidades perdidas de povos esquecidos. Esses lugares-nenhuns. Eis o motivo do título “Notícias de Nenhum Lugar”. Por não gostar de falar de livros, porque para mim é a mesma coisa de assistir filme e sair falando por aí. Por isso, deixo a dica. Notícias de Nenhum Lugar. De John Klen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-359654124673085090?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/359654124673085090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=359654124673085090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/359654124673085090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/359654124673085090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/11/notcias-de-nenhum-lugar-eu-queria-que.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8840544026192096708</id><published>2008-11-01T10:56:00.004-03:00</published><updated>2008-11-01T11:34:06.583-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- um caso de gagueira, em uma passarela onde pessoas são sugeridas a atravessá-la, pelo fato de haver embaixo três avenidas onde automóveis passam às maiores velocidades, ocasionou um grande alarde na cidade. uma pessoa morreu por causa de uma encenação teatral de outrem. - em sua primeira encenação, j.f. fez morrer p.l., uma mulher de seus 46 anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- estavam atravessando essa passarela, quando j.f, "do nada", urrou e depois gritou em alto e bom som: "o vírus está no ar, vamos todos morrer sufocados...". quando p.l. ouviu isso e olhou pra j.f., que acabara de voltar do trabalho (ele trabalhava de faxineiro, mas sonhava em encenar algo na frente das pessoas em um lugar inusitado), pulou da passarela gritando: "eu sabia, eu sabia...".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- foi assim que aconteceu. os jornais, por não saberem bem o motivo, pois as conexões estavam dispersas, nem informaram esse caso. e a cidade, após algumas horas, esqueceu completamente esse caso tão importante para os pensadores do teatro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8840544026192096708?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8840544026192096708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8840544026192096708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8840544026192096708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8840544026192096708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/11/um-caso-de-gagueira-em-uma-passarela.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-5743793057187094730</id><published>2008-10-05T12:17:00.002-03:00</published><updated>2008-10-05T13:01:47.543-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazer serpentear, pulsar, estremecer as sintaxes; corroer etimologias, &lt;em&gt;gaguejar&lt;/em&gt; a língua, &lt;em&gt;desterritorializar&lt;/em&gt; culturas - falar sobre um &lt;em&gt;povo menor&lt;/em&gt;, por vir, que não é criado por um EU, pois não se pode mais dizer EU, pois sua criação se dá através de uma literatura que é &lt;em&gt;menor&lt;/em&gt;, que se dá por &lt;em&gt;agenciamentos de enunciação coletiva&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Povoar intensificações na escrita - gozar, tal qual Sade, Rimbaud, Masoch o fizeram. Escrever não é senão gozar, às vezes por estuprar ou estripar a folha, por outras por fazer dançar as palavras por essa mesma folha - escrever é um ato de criar para si um corpo-sem-órgãos, é mais que isso: é como cagar, é um ato fisiológico que faz com que nosso corpo se jogue às formas de conteúdo ou expressão da escrita numa relação libidinal, que faz com que o pensamento se opere de outras maneiras - como Foucault vai observar: a escrita não consegue acompanhar o pensamento mas só ela pode fazer o pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrever é um ato por vezes doloroso, mas quem disse que não há prazer na dor, quem disse que não se goza por essa via de intensidade. Sade, uma escritura que frui - como observa Barthes - e que goza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já a leitura, o que seria? A leitura não é o ato em que já não existe autor, onde o leitor faz agenciar esse povo menor, por vir; ela mata o autor, aliás, mata a instituição por trás do autor. Onde não existe mais o sabe com quem você está falando? E sim fala um ser que não é senão o meio do qual é possível dizer o que se quer falar, mas que não é Autor, que não está sendo legitimado por nada - que escapa, que busca outros caminhos para poder falar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-5743793057187094730?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/5743793057187094730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=5743793057187094730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5743793057187094730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5743793057187094730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/10/fazer-serpentear-pulsar-estremecer-as.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-6518164800412632240</id><published>2008-09-26T12:57:00.002-03:00</published><updated>2008-09-26T12:59:14.596-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>.re-des(construção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(t)ornar a palavra-corpo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;des&lt;br /&gt;pe&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt;çá-la&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assim posicionar&lt;br /&gt;um te(x)to no (f)luxo da existência.&lt;br /&gt;a oralidade e a (ex)pressão,&lt;br /&gt;mais do que'scrita:&lt;br /&gt;UIVAR para quem escute&lt;br /&gt;-pulular num buraco negro devorador'&lt;br /&gt;- dizer o quê, pra quem? -&lt;br /&gt;chamas não me acordam,&lt;br /&gt;o fogo (con)some (,) na última (f)agulha do meu suor...&lt;br /&gt;talvez um dia possa dizer eu,&lt;br /&gt;desde que me des-centrei&lt;br /&gt;e cantei uma (ov)ação à so(m)bras&lt;br /&gt;do meu corpo&lt;br /&gt;cerzindo (em) farrapos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-6518164800412632240?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/6518164800412632240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=6518164800412632240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/6518164800412632240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/6518164800412632240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7434896146662992988</id><published>2008-09-25T13:36:00.000-03:00</published><updated>2008-09-25T13:38:56.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Poesia te escrevia:&lt;br /&gt;flor! Conhecendo&lt;br /&gt;que és fezes. Fezes&lt;br /&gt;como qualquer.” &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                       João Cabral de Melo Neto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Estrume Poesia.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Inférteis grãos de lírios:&lt;br /&gt;mariscar no seco infértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde palavras são flores&lt;br /&gt;e flores, nas palavras, fezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantar fezes, colher flores&lt;br /&gt;a saciar o antófago sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(que come flores que são fezes&lt;br /&gt;e digere versos sentimentais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que  defeca flores&lt;br /&gt;após sorver sopa de fezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores que são poesia&lt;br /&gt;fezes seu advento: florir fezes.  &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7434896146662992988?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7434896146662992988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7434896146662992988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7434896146662992988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7434896146662992988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/09/poesia-te-escrevia-flor-conhecendo-que.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-6664629801755548065</id><published>2008-09-21T20:19:00.004-03:00</published><updated>2008-09-21T20:42:09.582-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;POR UMA PALE-ONTOLOGIA DA PRÁXIS ARTISTICA NA CONTEMPORANEIDADE&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(arte é agonística?)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chamemos de Arte aquilo que se expressa radicalmente – e de forma refletida – sobre uma sociedade com todas as suas dimensões (psicológicas, histórica, política...), inclusive na própria estrutura da arte. Entretanto, cabe-nos pensar acerca da distinção que na dimensão da práxis artística ela se efetua. Levando em consideração que toda arte é afirmação, portanto, não levantaremos a discussão acerca da arte-negativa, visto que esta não existe como tal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje poderemos caracterizar duas &lt;em&gt;formas-expressões&lt;/em&gt; artísticas, que provisoriamente chamarei de &lt;em&gt;arte-adesão&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;arte-resistência&lt;/em&gt;. Por um lado, uma se caracteriza pela adesão radical de uma situação predominante ou mesmo pelos efeitos dos &lt;em&gt;discursos ideológicos&lt;/em&gt;, super-(re)codificando a máquina-capitalista; por outro lado a &lt;em&gt;arte-resistência&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;linha de fuga&lt;/em&gt; e força que desterritorializa os &lt;em&gt;efeitos de verdade&lt;/em&gt; dos discursos, resistindo à máquina-capitalista. Todavia, a &lt;em&gt;arte-adesão&lt;/em&gt; é também uma &lt;em&gt;arte-resistência&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;arte-resistência&lt;/em&gt; pode ser uma &lt;em&gt;arte-adesão.&lt;/em&gt; Ora, que a &lt;em&gt;arte-adesão&lt;/em&gt; tem o caráter da &lt;em&gt;arte-resistência&lt;/em&gt;, torna-se difícil fazer a diferenciação, pois ambas fazem parte da mesma expressão. Na verdade, a questão é: &lt;em&gt;qual dessas artes que afirma a máquina-capitalista e todas as suas engrenagens, e qual que nega, construindo linhas de fuga?&lt;/em&gt; Aliás, estaria a arte numa agonística de descodificação, re-codificação. Ou seja, a arte que promove a &lt;em&gt;linha de fuga&lt;/em&gt; promove também a &lt;em&gt;estratificação&lt;/em&gt; da mesma?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-6664629801755548065?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/6664629801755548065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=6664629801755548065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/6664629801755548065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/6664629801755548065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/09/por-uma-pale-ontologia-da-prxis.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-930668103407949894</id><published>2008-09-05T15:12:00.000-03:00</published><updated>2008-09-05T15:13:27.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>dos três elementos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a terra,&lt;br /&gt;já não posso nela brincar&lt;br /&gt;- tudo agora é quintal de alguém&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a água,&lt;br /&gt;só a tenho se comprar&lt;br /&gt;e o oceano custa caro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ar também foi privatizado&lt;br /&gt;- e era minha única esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das três resistências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) poesia,&lt;br /&gt;b) poesia  e c) poesia&lt;br /&gt;- a) desterritorialização&lt;br /&gt;- b) tornar o oceano uma gota d´água&lt;br /&gt;assim com várias gotas tenho mil-oceanos&lt;br /&gt;- c)tornar o ar asmático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-930668103407949894?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/930668103407949894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=930668103407949894' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/930668103407949894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/930668103407949894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/09/dos-trs-elementos-terra-j-no-posso-nela.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8487557256678317963</id><published>2008-08-30T20:47:00.001-03:00</published><updated>2008-08-30T20:50:01.823-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ESSÊNCIA: EXISTÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qualquer a intenção de se fazer o exato&lt;br /&gt;com caneta pedra martelo veneno ou pólvora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja ainda a diagramação de um ato&lt;br /&gt;com fitas métricas prévios esboços;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda que tudo seja premeditado&lt;br /&gt;almejado ou estabelecido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda que seja tudo isso aí que exista,&lt;br /&gt;rios com margens oceanos mensuráveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- que devires devem íris a se observar&lt;br /&gt;prelúdios diante de tudo que não seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não passem prismas nem reflitam em espelhos,&lt;br /&gt;que não tenham ainda um nome que seja ou possa ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestir corpos como quem troca de roupa, revestir cidades,&lt;br /&gt;misturar cantos bem-te-vis, canteiros, utilidade das orquídeas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;existir como território desejante desmapeado&lt;br /&gt;antes de sair do chuveiro do quarto de casa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poder fumar no cachimbo de Magritte, fazer do impossível&lt;br /&gt;fumaça, fazer do &lt;em&gt;isto não é&lt;/em&gt; um aquilo que pode vir a ser;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poder todos os dias pôr um pouco de irrealidade no café&lt;br /&gt;e experimentar o gosto de novas cores, antes de sair de casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8487557256678317963?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8487557256678317963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8487557256678317963' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8487557256678317963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8487557256678317963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/08/essncia-existncia-i-seja-qualquer.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8355298443118228695</id><published>2008-08-07T20:03:00.002-03:00</published><updated>2008-08-07T20:11:46.244-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É aquilo: há campeões de surf que nunca viram um mar em sua vida; há sociedades de esquimós que vivem sem Estado. Aliás, etnocentrismo nosso pôr a palavra Estado - traição, tradução, o que for, é e será sempre - na imagem de um esquimó, mais ainda pôr a palavra surf na subjetividade de um campão de algo que nem sabemos, que escapa das teologias e metafísicas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8355298443118228695?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8355298443118228695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8355298443118228695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8355298443118228695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8355298443118228695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/08/aquilo-h-campees-de-surf-que-nunca.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-3365207835292274804</id><published>2008-07-20T20:36:00.002-03:00</published><updated>2008-07-20T20:39:38.231-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;RESPOSTA A RILKE OU SOBRE A PRIMEIRA VEZ.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                “Ó subalimentados dos sonhos!A poesia é para comer.” &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                                               - Amália Rogrigues&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caro Poeta,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui imprudente ao escrever meu primeiro poema. Mas não por escrevê-lo e sim por cometê-lo e rasgá-lo. E pior ainda: esquecê-lo. Desde então escrevo poemas e mais poemas em busca daquele que rasguei.&lt;br /&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho a convicção de que se eu não tivesse feito sumir aquele poema – como se eu não tivesse bebido aquele litro de uísque, aquele mesmo que não lembro qual dia nem o que aconteceu – eu não teria sujado tantas folhas com meus abismos, asfaltos e fezes.Acontece, Poeta, que busco aquele dia em que escrevi meu primeiro verso e o outro em que tomei meu primeiro porre. Busco em outros poemas meus porres e meus porres em outros poemas para encontrar – não o poema nem a embriaguez – mas o seu momento indissolúvel, apocalíptico, orgástico, mais inauditas cores e formas que só as primeiras-vezes nos proporcionam.&lt;br /&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procurei em Vinícius de Moraes o que desconfiei de Neruda, em Rimbaud o que perdi de Maiakóvisk com a mesma intensidade que procurei meu verso que todos alguma vez escreveram e perderam talvez para sempre. Quisera eu poder tê-lo preservado, assim não sentiria necessidades de perder o sono em busca daquele primeiro poema. Muito menos ouvir vozes alheias almejando o que eu disse. Escrevo-lhe não para pedir desculpas por escrever atrás de auxílio sobre minha poética. Escrevo-lhe por uma razão maior – esta razão que já permeou meus sábados, minhas duas horas da madrugada, meus poemas cotidianos e minhas andanças descompromissadas-: e pura audácia – não por responder qualquer resposta depois de tantos anos, mas por me condenar nessa miríade infinita chamada poesia -: sim, eu morreria se não pudesse mais reescrevê-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-3365207835292274804?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/3365207835292274804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=3365207835292274804' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3365207835292274804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3365207835292274804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/07/resposta-rilke-ou-sobre-primeira-vez.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8730698616959298076</id><published>2008-07-17T00:23:00.000-03:00</published><updated>2008-07-17T00:25:53.295-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Último poema de um bardo do bardo, o Sr. Francisco Felício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fossem apenas criaturas os homens do baldo,&lt;br /&gt;Como se fossem apenas poetas os poetas do baldo,&lt;br /&gt;Os poetas do baldo não bebem em fonte alguma,&lt;br /&gt;eles dão de beber.&lt;br /&gt;O baldo é bardo: lugar, coisa, poesia viva&lt;br /&gt;monumento de cimento fosco o limita, nada de cerca de silvado.&lt;br /&gt;Criações aquases o dignificam&lt;br /&gt;e não há nada que o coisifique. É o forte ele próprio.&lt;br /&gt;Seu sono é Rútilo Estigma de Morte,&lt;br /&gt;Vai dormir, bairro! Mas antes dê de beber a quem quiser, putas ou reis magos.&lt;br /&gt;Enxugue o sangue das botas de Ginsberg e de quem matar e por aqui passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém quer mais sua água suja.&lt;br /&gt;Seus homens são assustadores, suas mulheres não existe&lt;br /&gt;me tudo em você é último, espero.&lt;br /&gt;Mas arrependo. Sobre vivas donzelas ressuscitadas de branco, de noite,&lt;br /&gt;[da morte, na rua da cadeia ou do cemitério, te impões um riacho tosco.&lt;br /&gt;[Mas sobrevive. Peço. Só pra eu não ser o último,&lt;br /&gt;[mesmo que não tenha mais paciência para serenatas dos poetinhas daqui,&lt;br /&gt;[mesmo imundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sr. Francisco Felício, em algum dia de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8730698616959298076?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8730698616959298076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8730698616959298076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8730698616959298076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8730698616959298076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/07/o-ltimo-poema-de-um-bardo-do-bardo-o-sr.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8918778953890201118</id><published>2008-07-15T00:17:00.001-03:00</published><updated>2008-07-15T00:21:33.858-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A ESTÓRiA CONT(r)A A HiSTÓRiA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;1. particulas do preâmbulo: do &lt;em&gt;onde &lt;/em&gt;o &lt;em&gt;se&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1884: João deixou o bigode crescer e vive pensando de &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; será o&lt;br /&gt;futuro: quais tipos de bigode - quais palavras para designá-lo; eles&lt;br /&gt;usarão, nesse tempo, bigode?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1537: Norte da região da qual hoje, no ano 1977, se chama Brasil, há&lt;br /&gt;um &lt;em&gt;curumim&lt;/em&gt; que em sonho desfila de terno chapéu e bengala - bêbado o&lt;br /&gt;suficente para achar que o século XV será o melhor de todos os&lt;br /&gt;séculos. O &lt;em&gt;curumim&lt;/em&gt; acha que seu sonho é um aviso dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;792: Clotilde Fonseca é a primeira mulher a pensar que seria &lt;em&gt;bem feliz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;se tivesse um pênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8918778953890201118?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8918778953890201118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8918778953890201118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8918778953890201118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8918778953890201118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/07/estria-contra-histria-1.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-4710369766874189212</id><published>2008-06-14T21:20:00.001-03:00</published><updated>2008-06-14T21:25:34.186-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>poema XXI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;palavras são kb,&lt;br /&gt;poemas, chips&lt;br /&gt;debaixo de seu couro cabeludo,&lt;br /&gt;maquinaria poética que engole asmas&lt;br /&gt;revólveres, velocidade e orgasmos&lt;br /&gt;múltiplos da invenção codificada.&lt;br /&gt;são - no minímo - 3.235 poemas de amor&lt;br /&gt;escritos aos sábados e nenhum livre das sanções&lt;br /&gt;do pensamento e nenhum é nada mais que uma igreja&lt;br /&gt;ou uma fábrica de enlatados&lt;br /&gt;e a poesia deixa de rasgar as palavras&lt;br /&gt;destruir sistemas&lt;br /&gt;e fazer sangrar, entre os dentes, fluxos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-4710369766874189212?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/4710369766874189212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=4710369766874189212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4710369766874189212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4710369766874189212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/06/xxi-palavras-so-kb-poemas-chips-debaixo.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-2955040878584994444</id><published>2008-06-08T00:03:00.001-03:00</published><updated>2008-06-08T00:06:38.873-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>encontro livros em olhares&lt;br /&gt;olho seus capítulos&lt;br /&gt;e em seus cílios afetos capilares&lt;br /&gt;que vira a página a cada piscadela&lt;br /&gt;onde leio, leitor de outdoors à 200km/h,&lt;br /&gt;pedaços de vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-2955040878584994444?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/2955040878584994444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=2955040878584994444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2955040878584994444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2955040878584994444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/06/encontro-livros-em-olhares-olho-seus.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-1132577777495903201</id><published>2008-05-11T12:58:00.001-03:00</published><updated>2008-05-11T14:41:55.270-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;duas faces&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;qual laço prende as palavras às coisas&lt;br /&gt;que traço representando situações amorfas&lt;br /&gt;- como sentar sobre os próprios dentes&lt;br /&gt;como morder nossa própria bunda -&lt;br /&gt;não exilam nós ausentes, redes armadas&lt;br /&gt;em artérias de corpos ao avesso,&lt;br /&gt;coisas não ditas, que só por nós saberemos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-1132577777495903201?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/1132577777495903201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=1132577777495903201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1132577777495903201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1132577777495903201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/05/duas-faces-qual-lao-prende-as-palavras.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-751021031522779992</id><published>2008-05-09T01:29:00.002-03:00</published><updated>2008-05-09T01:38:12.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>uma coisa me encuca desde criança: onde o vento acaba? o respirar seria eu aspirá-lo no seu início ou no seu fim? ou a respiração seria a quebra do vento? seria o ven,t,o que brado o se r a e e u (     ) . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o [m]esmo vale* pra poesia?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-751021031522779992?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/751021031522779992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=751021031522779992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/751021031522779992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/751021031522779992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/05/uma-coisa-me-encuca-desde-criana-onde-o.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-4096401678833084826</id><published>2008-05-01T21:58:00.004-03:00</published><updated>2008-05-01T22:11:11.709-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Prezado leitor,&lt;br /&gt;poesia não se começa assim - dizem os críticos!&lt;br /&gt;Mas como advém o primeiro verso&lt;br /&gt;para conotar a poesia?&lt;br /&gt;Críticos não dizem: "desta forma eu não quero ser governado"&lt;br /&gt;Eles dizem, no fundo de seus discursos:&lt;br /&gt;"eu quero governar à minha forma!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não adiantei a idéia dos meus versos&lt;br /&gt;explicar o antes de falar dos possíveis críticos,&lt;br /&gt;que meus versos são livres, que meu poema&lt;br /&gt;é para além de todo esse governo crítico,&lt;br /&gt;mas que - triste eu! - sei que ainda não estou liberto&lt;br /&gt;do poder da linguagem sobre mim, que ainda livre&lt;br /&gt;preso estou à ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado leitor,&lt;br /&gt;poesia não se termina assim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-4096401678833084826?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/4096401678833084826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=4096401678833084826' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4096401678833084826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4096401678833084826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/05/caro-leitor-poesia-no-se-comea-assim.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-2968567094351269262</id><published>2008-04-24T00:58:00.000-03:00</published><updated>2008-04-24T01:00:57.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Da fé que move as pedras.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Pedras, não montanhas: minha fé agora as move - utopias possíveis: micropolíticas do desejo. Dentro de um ônibus, na fila do banco, numa livraria ou em uma mesa de bar é que se estabelece os devires, não mais as revoluções mas os levantes - ler-se TAZ (Zona Autônoma Temporária) de Hakim Bey; regiões alteradas pela percepção de um outro olhar, mapas fabulosos, as cidades inviíveis de Ítalo Calvino - usar mapas da cidade Roma ou Luxemburgo para divagar pela região metropolitana do Recife, São Paulo ou mesmo o sertão do Mato Grosso do Sul - Psicogeografia &amp;amp; Deriva.Uma nova estética de viver, aproveitar as situações, criar zonas de vizinhaças, dançar com o presenteísmo de forma que o minuto após nos fique na memória. Que um outro movimento nos faça re-lembrar e esquecer: como um destruir para re-construir. Ler-se Nietzsche. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Fé, não crença. Fé que move para um novo acreditar. Não uma crença voltada para o ascetismo cristão. Ao contrário: para além do acreditar doutrinante. Uma desconfiança no estar-sendo-bom: é necessário estar sempre na espreita. Vontade de vir a ser outra coisa. Já dizia o poeta: o melhor nunca é o bastante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-2968567094351269262?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/2968567094351269262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=2968567094351269262' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2968567094351269262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2968567094351269262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/04/da-f-que-move-as-pedras.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8133266903823791942</id><published>2008-04-20T18:51:00.002-03:00</published><updated>2008-04-20T19:10:56.103-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FERREIRA GULLAR: POR UMA NOVA E[STÉ]TICA DA ARTE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das máximas da arte de vanguarda é que chegaram ao limite disso ou daquilo. Ao limite da linguagem, ao limite da representação, ao limite da narrativa. Esse comportamento muito comum até o final dos anos sessenta, se olhado retrospectivamente, é um dos charmes da época. O que ocorreu depois disso tudo é que as artes continuaram, ou seja, os limites são muito mais amplos do que se supunha. A reação a essa obrigatoriedade da invenção vem com a arte de setenta pra cá, com outra máxima: tudo já foi feito ou o "tudo já foi dito"(Gide). O que desobriga o artista de ficar fuçando uma novidade, daí o remix, a releitura, a referência. Mas essa é também uma frase de efeito, um charme da época atual. Isso porque é impossível que tudo já tenha sido feito. Há ainda muito por fazer. Sempre vai haver. Enquanto houver uma nova pessoa há grandes chances de haver uma nova descoberta no campo estético.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A linguagem também é veículo de uma visão de mundo. E a cada nova geração, ou a cada nova pessoa que surge no pedaço, a linguagem ganha novos coloridos e, quando menos se espera, ela se reinventa (um exemplo: a linguagem roseana). Falo de linguagem no sentido de conjunto de procedimentos artísticos nas diversas artes (falo também de Artaud). Mas por mais iludida que tenha sido a busca das vanguardas, acreditando ter atingido os limites, a postura de se colocar o desafio de fazer algo próprio, diferente em algum aspecto do que se conhecia até então, acabou alargando as possibilidades de pensar e realizar as diversas artes. É o que se pode constatar na leitura do livro Experiência Neoconcreta, do poeta Ferreira Gullar. Ele conta sua trajetória como poeta de vanguarda. Foi procurado pelos concretistas no início do movimento da poesia concreta. Os irmãos Campos e Décio Pignatari já haviam farejado a novidade na poesia de Gullar. Juntos, formularam o que seria o pontapé inicial do que trouxe muita novidade para a poesia do mundo todo. A seguir, Gullar, por discordar de alguns dos pontos programáticos dos concretistas, cria com outros poetas e artistas plásticos o Movimento Neoconcreto. Livro-poema, um poema que sozinho é um livro. Poemas interativos muito antes desse ambiente internético. Caixas que o leitor deve ir abrindo e lendo-descobrindo o sentido. Poema enterrado, uma sala em que o leitor entra para ler o poema. Cortes nas páginas para propor uma determinada leitura. E uma série de propostas criativas que foram &lt;em&gt;insights&lt;/em&gt; também para os artistas plásticos do grupo, como Hélio Oiticica e Lygia Clark. Tanto que Gullar acabou se questionando se não estava sendo menos poeta e mais artista plástico, uma vez que seus poemas tinham cada vez menos palavras, às vezes uma só. O bom desse livro é que Ferreira Gullar conta e reflete sobre o período com os olhos de hoje. E a publicação traz também os textos, manifestos e formulações da época, além de reproduções de vários poemas, inclusive de poemas-livros. Concreto, neoconcreto ou apenas poeta, é sempre o grande artista Ferreira Gullar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;referências:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;GULLAR, Ferreira. &lt;em&gt;Experiência neoconcreta. Momento-limite da arte.&lt;/em&gt; São Paulo, 2007. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8133266903823791942?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8133266903823791942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8133266903823791942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8133266903823791942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8133266903823791942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/04/ferreira-gullar-por-uma-nova-esttica-da.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7320557690133630939</id><published>2008-04-15T02:07:00.003-03:00</published><updated>2008-04-15T02:23:45.794-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"abra um mapa do território; sobre ele, coloque um mapa das mudanças políticas; sobre ele, ponha um mapa da internet, especialmente da contra-net, com sua ênfase no fluxo clandestino de informações e logística; e, por último, sobre tudo isso, o mapa 1:1 da imaginação criativa, estética, valores. a malha resultante ganha vida, animada por inesperados redemoinhos e explosões de energia, coagulações de luz, túneis secretos, surpresas."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(hakim bey)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7320557690133630939?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7320557690133630939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7320557690133630939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7320557690133630939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7320557690133630939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/04/abra-um-mapa-do-territrio-sobre-ele.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8131345404456685662</id><published>2008-04-03T00:16:00.001-03:00</published><updated>2008-04-03T00:20:12.309-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FRAGMENTO #2 - (re-pensando a cidade a partir do sertão&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar a cidade a partir do sertão é pensar o sertão no discurso da cidade. Pois foi o discurso da cidade, na cidade, que construiu a idéia “sertão”. Pensar hoje o sertão implica em pensar historicamente a construção social da geografia e seus discursos, suas práticas de mapeamento, seus interesses econômicos a partir de uma ética da economia baseada em interesses colonizantes; na teorização e estigmatização do espaço, de seus signos, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar a cidade no sertão é pensar dentro de um território delimitado pela cidade, ou seja, é pensar a/na cidade de fora. A alteridade sertão-cidade se estabelece, assim, possibilitando um questionamento ôntico: se o olhar da cidade a partir do sertão é um olhar no discurso da cidade, então esse olhar torna-se uma subjetivação delimitada dentro do pensar sertão pela cidade? Seria, então, esse ser-sertão um ser-cidade, ou seja, um eu que pensa o outro a partir do outro que também é esse eu. Vale mostrar como exemplo as descrições (etnopoesia) feitas por Arthur Rimbaud na África: um pensamento europeu e não-europeu ao mesmo tempo. Seu “eu é um outro” vivenciado da melhor forma possível, esse ser tão e esse não ser - aliás, esses outros... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8131345404456685662?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8131345404456685662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8131345404456685662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8131345404456685662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8131345404456685662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/04/fragmentos-2-re-pensando-cidade-partir.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-5427071054371699116</id><published>2008-03-28T12:25:00.000-03:00</published><updated>2008-03-28T12:26:50.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FRAGMENTOS DO SER-CIDADE #1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parafraseando Ítalo Calvino, jamais se deve confundir um ser com o discurso que o descreve, mesmo que ainda seja uma descrição científica. O ser é devir, como uma cidade ele tem uma estrutura, esta se modifica a cada passo-impulsionado ou a cada carro-acelerado que por alguma avenida ou rua, por alguns instantes deixa seu rastro, sua fumaça.&lt;br /&gt;Algum acidente, algum imprevisto, algum novo olhar é percebido na cidade, logo, no ser que a observa. E este ser, ao observar-se de novo, encontra um outro, tão longe do inscrito antes ver-se, tão longe do instante-anterior ao outro que já não é mais, pois se tornou familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser, com a cidade vestida em seu corpo como uma camisa-de-força, tenta descrever a cidade a partir de seus olhos impregnados de cidade, transbordados de cidade, encouraçados de cidade. Neste ser os órgãos também se tornam cidade - cidade utilitária, cidade consumo, cidade valorativa, cidade ideológica, como um ovo, que é fechado em si mesmo, numa linguagem elíptica. E onde esse ser-cidade (devir-cidade), diverso, é autêntico no olhar sobre a cidade e sobre si mesmo, sobre os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polifônico, este ser divide a cidade em cidades, em microfísicas, para poder descrever uma cidade que não a dele, que não a do outro, mas a de um eu-outro (tão perto, tão longe), com esquizo-corpos, órgãos policromáticos, babéis erguidas em esquinas, galpões abandonados, computadores, celulares, supermercados, feiras. Ordenados pelo fetiche do consumo, imposto pela regra invisível - sim, ainda há a cidade-invisível que nos faz subir escadas rolantes, elevadores; que nos faz entrar pelas portas automáticas, pelas câmeras demarcando nossas presenças - talvez nossas representações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-5427071054371699116?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/5427071054371699116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=5427071054371699116' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5427071054371699116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5427071054371699116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/03/fragmentos-do-ser-cidade-1.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-4381198657795055591</id><published>2008-03-19T01:02:00.001-03:00</published><updated>2008-03-19T01:03:49.868-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O paradoxo das cidades é que pertencemos a algo que não pertencemos. Preenchemos sem ocupar espaços ou ocupamos sem preenchê-los? Somos, assim com Mersault (personagem do livro "O Estrangeiro" de Albert Camus), estrangeiros de nós mesmos, um ser empestado pela era do vazio? A literatura das avenidas, poesia do concreto e não concreta, um em-si-para-outro, esse fetiche pelo inorgânico, essa maneira de ser-apenas-um quando podemos ser multidões. Essa contradição de querer ser todos e, ao sê-lo, não sermos ninguém e, ao sermos um - e acharmo-nos como ninguém - querermos ser todos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-4381198657795055591?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/4381198657795055591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=4381198657795055591' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4381198657795055591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4381198657795055591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/03/o-paradoxo-das-cidades-que-pertencemos.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-5583204465694940831</id><published>2008-03-15T15:04:00.001-03:00</published><updated>2008-03-15T15:07:31.072-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FOI OUTRO SONHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já não ouvia mais o barulho do trem tocando os trilhos, apenas o que saia por aquela boca me era audível. Parecia que todos que estavam ali haviam sumido. Já não sentia mais o cheiro de asa do cara que lia jornal do meu lado. Uma tiazinha que comia pipoca de pé parecia ter evaporado também. Era só eu e aquela diva no vagão.O que ela falava não era compreensível para mim, devia ser uma linguagem da terra de onde vinham esses tipo de beldades. A verdade é que eu não queria compreender, só queria sentir aquela canção entrando pelos meus ouvidos. Nada mais.O trem chegou em outra estação. Parou. Aquilo me fez acordar por alguns segundos. As portas abriram e entrou mais um batalhão. Entre eu e a diva parou um vendedor ambulante com a mãe de todas as placas. Aquela imundice tampava toda a minha visão. Me levantei e coloquei a mochila as costas. Saí de perto da parede e fui para frente, bem no meio do vagão, debaixo de um dos ventiladores. Foi ai que o vendedor ambulante se posicionou no meu ex-lugar e fiquei de frente para a diva novamente. Sim, havia uma diva. A da linguagem da terra de onde vinham...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela seguia ao telefone. Foi aí que aconteceu o momento de maior beleza da viagem. Não vi o que ela falava, mas ela abriu o maior e mais maravilhoso sorriso que uma divindade poderia executar. Naquele instante parecia que a chuva cessara e as nuvens se abriram para deixar que o sol iluminasse aquele momento. O som da risada dela parecia uma tarde ensolarada de sábado, sem preocupação, um momento só para os mortais curtirem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, o maquinista deu o nome de outra estação. Alguma coisa com “a” no final.A beldade fechou o Bukowski e o guardou em sua bolsa. É o sinal de que chegou o ponto dela.Fim do sonho. Depois veio outro. Eu era um paralelepípedo. Puseram um menino para chutar-me. Eu acordei. Estava chovendo. O celular anunciava uma visita-rápida-de-entrega-de-livros-e-filmes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS.: Jamais imaginei ver tal cena no último vagão. Ela se levantou lentamente. Ajeitou o cabelo sobre a orelha e se postou em minha frente para esperar o trem parar na plataforma. Pela primeira vez senti seu cheiro. Algo maravilhoso. Nunca havia sentido um perfume tão bom, divino, inebriante. Parecia que tinha fumado algo do tamanho de uma cartolina. Estava num outro mundo agora. O mundo onde moram as divindades. Donde há de ter saído essa que estava a me encantar.Ela saiu do vagão e fui seguindo com os olhos. Ouviu-se o apito e a porta cerrou-se. Sai daquele transe. Ela tinha ido embora. O trem começou a tomar velocidade e eu só via ela de longe subindo a escada...Realmente só podia ser uma diva. Ao menos se comportou como uma. Nunca encara os mortais. Só mostram sua beleza. Mostram que no meio de toda a monotonia pode existir algo belo. Algo que deve ser notado para que nenhum momento da vida passe ao acaso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-5583204465694940831?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/5583204465694940831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=5583204465694940831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5583204465694940831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5583204465694940831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/03/foi-outro-sonho-eu-j-no-ouvia-mais-o.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8725118091801936601</id><published>2008-03-08T16:01:00.003-03:00</published><updated>2008-03-08T16:06:52.735-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;DOIS OLHARES - KAFKA E(m) FOUCAULT, &lt;em&gt;DENUNCIADORES DO PODER.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Franz Kafka (1883-1924) foi, sem dúvida, um dos grandes escritores da literatura ocidental do século XX. Autor de livros como América (1912), A Metamorfose (1912), O Processo (1922), O Castelo (1922) e Na Colônia Penal (1914), ele implica na problemática do homem que entra em conflito com uma sociedade transformada numa imensa administração de controle, exercendo poderes desmedidos sobre o corpo do indivíduo. Como é o caso do livro Na Colônia Penal, onde Kafka descreve um prisioneiro, julgado por motivos que desconhece, submetido às duras punições corporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Colônia Penal, Kafka conta a história de um explorador que ao visitar uma colônia, é convidado a presenciar a execução de um soldado acusado de desrespeitar o seu superior. Nesta colônia, a condenação fundamenta-se sobre uma doutrina jurídica calcada num completo arbítrio e despotismo que pode ser traduzido pela máxima: &lt;em&gt;“a culpabilidade não deve jamais ser colocada em dúvida!”.&lt;/em&gt; A execução do réu deve ser cumprida por uma máquina de tortura que escreve lentamente sobre o corpo do soldado, com agulhas de vidro, a sentença de um crime que ele próprio não sabe que cometeu. A obra ilustra com transparência a barbárie da técnica penal do suplício. Seria esse suplício para o filósofo francês Michel Foucault a “arte de reter a vida no sofrimento, subdividindo-a em &lt;em&gt;‘mil mortes’ e obtendo, antes de cessar a existência, as mais peculiares agonias.”&lt;/em&gt; (FOUCAULT:2000,p.31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suplício descrito por Kafka, denuncia práticas constantes nos tribunais da Idade Média, sendo logrado seu uso até meados do século XIX, que não se assemelha em nada com a pena de morte, mas a solidificar a soberania e força do Estado (no caso da Idade Média o poder do rei) nos corpos dos indivíduos; uma vez que a moeda e a produção estão pouco desenvolvidas, o corpo passa a ser o único bem acessível para a aplicação do castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do século XIX, a noção de poder (e a noção de poder social, oposta a visão maniqueísta da realidade, entre os que detêm e não detêm) sobre o indivíduo não é mais o corpo que é submetido a torturas físicas, não é mais eliminado pelo suplício. Agora o controle é sobre as almas dos indivíduos, pelo intermédio das normas, teorizado por Michel Foucault de Sociedade Disciplinar. Onde também o poder social é agora &lt;em&gt;“um feixe de relações mais ou menos organizado, mais ou menos piramidalizado, mais ou menos coordenado" &lt;/em&gt;(FOUCAULT:2007,p.248), onde o Estado é um instrumento específico de um sistema de poderes, que não está situado apenas nele, mas em outras partes, algo que se ultrapassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até onde Kafka está em Foucault hoje? Para o homem contemporâneo seja talvez fácil não existir uma imagem kafkaniana do poder, ante a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), diante das leis que o “protegem”, descartar o suplício dentre outras técnicas penais do passado. Na prática, é outra história. Além de excluído e vigiado, o indivíduo é punido muitas vezes com castigos sobre os corpos, aos nossos olhares, sob o fantasma do “fique quieto, não ouse contestar a lei, que você será preso e levará umas surras para aprender”. Como ocorreu nos períodos ditatoriais, como ocorre nas ruas, como ocorre na família, onde você leva surra “para aprender a não fazer mais isso”. Mas o poder sempre estará sendo contestado, pois "onde existe poder, existe resistência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. 23º ed. Petrópolis: Vozes, 2000.&lt;br /&gt;_________________. Microfísica do Poder. 23º ed. Rio de Janeiro: Graal: 2007&lt;br /&gt;KAFKA, Franz. Na colônia penal. São Paulo: Companhia das Letras, 1998&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8725118091801936601?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8725118091801936601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8725118091801936601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8725118091801936601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8725118091801936601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/03/dois-olhares-kafka-em-foucault.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7274359596396394291</id><published>2008-03-02T00:35:00.002-03:00</published><updated>2008-03-02T00:42:29.689-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;dois aforismos para não só "acabar com o julgamento de deus"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;¹ -&lt;/strong&gt; Ter uma religião como quem defeca: de portas fechadas, fechado em si mesmo, a evacuar para fora todas as impurezas. Ninguém convida outra pessoa para defecar junto, lado a lado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;² -&lt;/strong&gt; De um lado, o que somos obrigados a engolir; do outro, o que separamos para digerir. Nutrir meu ser? - a obrigação que não quero, tento compensar com que seleciono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7274359596396394291?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7274359596396394291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7274359596396394291' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7274359596396394291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7274359596396394291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/03/dois-aforismos-para-no-s-acabar-com-o.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-3155247758196646427</id><published>2008-02-29T02:19:00.000-03:00</published><updated>2008-02-29T02:20:04.500-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A E[stó]R[i]A DA PO[i]ÉTICA (OU AR COM AS[M]AS)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[h]OUVE UM [ab]SURDO&lt;br /&gt;NA FALA DO MU[n]DO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E[stó]R[i]A MOD[ern]A [-] O [escre]VER):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[dor]AVANTE, A [po]ÉTICA SE [f]UTILIZOU&lt;br /&gt;NO [fa]LAR, [con]TORNANDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MO[vi]MENTOS DOS [d]ENTES&lt;br /&gt;[eru]DITOS EM SO[m]BRAS DE MITOS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-3155247758196646427?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/3155247758196646427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=3155247758196646427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3155247758196646427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3155247758196646427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/02/estria-da-poitica-ou-ar-com-asmas-houve.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-2351301635152674116</id><published>2008-02-17T23:48:00.001-03:00</published><updated>2008-02-17T23:48:34.375-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>POEMA QUE É OUTRO NOME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos espaços vertiginosos das pedras pulverizadas&lt;br /&gt;pulula uma flor, uma somente flor&lt;br /&gt;que também é outro nome:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nome do riso dos desesperados;&lt;br /&gt;da artéria oca, sem sangue nem ar;&lt;br /&gt;nome da excitação das avenidas sem transeuntes;&lt;br /&gt;das melodias esquecidas, dos teatros sem atores&lt;br /&gt;num espetáculo sem platéia;&lt;br /&gt;das bocas mudas que se jogam no abismo horizontal do medo;&lt;br /&gt;das linhas sem carretéis das pipas sem vento;&lt;br /&gt;das coisas que se despedem sem ao menos terem chegado;&lt;br /&gt;do ar asmático sem pulmões;&lt;br /&gt;das elegias que dilaceram órgãos;&lt;br /&gt;dos sonetos que fazem os insurgentes orvalhos&lt;br /&gt;abandonarem os versos das pálpebras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos desertos vertiginosos,&lt;br /&gt;arranca as suas pétalas próprias&lt;br /&gt;a flor, a somente flor, num gesto desatinado,&lt;br /&gt;destruindo o nome flor com o despetalar-se&lt;br /&gt;do bem-quer e mal-querer próprio.&lt;br /&gt;E agora é nome do que não foi&lt;br /&gt;antes do deixar de ser;&lt;br /&gt;que rasga a carne, o caule,&lt;br /&gt;com pedaços de palavras, o perfume:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dança de suas so(m)bras e mo(vi)mentos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-2351301635152674116?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/2351301635152674116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=2351301635152674116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2351301635152674116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2351301635152674116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/02/poema-que-outro-nome-nos-espaos.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-1366038587446925398</id><published>2008-01-17T10:04:00.000-03:00</published><updated>2008-01-17T10:06:36.036-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Do Medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, acho que quando falamos sobre o medo, devemos estar absolutamente seguros de que estamos falando sobre algo muito concreto. Isto é, o "medo" não é uma abstração. Em segundo lugar, creio que devemos saber que estamos falando sobre uma coisa muito normal. Outro ponto que me vem à mente neste momento, ao tentar abordar a questão, é que quando pensamos no medo, nessas situações, somos levados a refletir sobre a necessidade que temos de ser muito claros a respeito de nossas opções, o que, por sua vez, exige certos tipos de procedimentos e práticas concretas, que, por sua vez, são as próprias experiências que provocam o medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-1366038587446925398?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/1366038587446925398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=1366038587446925398' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1366038587446925398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1366038587446925398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2008/01/do-medo.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-4834872436105918775</id><published>2007-12-01T21:15:00.000-03:00</published><updated>2007-12-01T21:19:04.339-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;da felicidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;quando ainda eu não tinha a idade      &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;para falar certas coisas, eu perguntava                                                                                    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;para ficar sabendo do que achava que sentia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- uma vez ouvi meu amiguinho tião                                                                                  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;dizer que estava feliz como uma andorinha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;passei a noite insone, sem saber se eu também o podia                                                                   &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e mal clareou dia, fui indagar minha avó&lt;br /&gt;o que era felicidade, se eu também a sentia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ela disse que eu era feliz sempre                                                                                  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;porque ainda de nada, nada sabia                                                                                         &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e quando soubesse, se pudesse não saberia&lt;br /&gt;e que eu aproveitasse a felicidade                                                                              &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;porque ela não vem todo o dia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-4834872436105918775?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/4834872436105918775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=4834872436105918775' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4834872436105918775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4834872436105918775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/12/da-felicidade-quando-ainda-eu-no-tinha.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7071122946221849760</id><published>2007-11-15T10:36:00.000-03:00</published><updated>2007-11-15T10:41:00.975-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Artaud: escritor excrementicial?&lt;br /&gt;(Daniel Lins)*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia é para Artaud uma espécie de trovoada mental que faz chover verbo, movimento: Quando entro em cena, meu grito acorda seu duplo das origens nas muralhas do subterrâneo. Em outro momento, Artaud escreve: “Confesso ou não-confesso, consciente ou inconsciente, o estado poético, um estado transcendente de vida, é no fundo aquilo que o publico procura através do amor, do crime, das drogas, da guerra ou da insurreição” (Artaud 1999, p. 143)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita como grito, a poesia como materialização de um grito é, sobremaneira, um sonho colado como uma ferida da alma, que é ainda nervura e paixão: “Mas com esse grito fulminado, para gritar é preciso que eu caia. Caio num subterrâneo e não saio, não saio mais [...] Esse grito que acabo de lançar é um sonho. Mas um sonho que devora o sonho”. (Id., p. 170) O grito de Artaud é uma espécie de corpo da escrita, é o que sobra de um movimento que respira. Gritar é o mesmo que se esvaziar para que uma precipitação seja possível: um pouco de possível senão eu me asfixio! Páginas que tornam legíveis signos fugitivos. Uma vez mais emerge a noção de movimento ou de experiência como violência, como linha artística que remete à invenção de uma escrita nômade, como conceito do centro, sem começo nem fim, mas meio: interser. Não se estende sobre a narração, acumula-se no mesmo lugar gráfico carga de signos e de verbo, supõe-se que a página esteja à altura, invisível e atravessando o espaço do apoio ao corpo escritor, ao corpo leitor.&lt;br /&gt; Corpo. Corpo em movimento capaz de produzir uma zona de claridade sobre o obscuro. Ora, o que é obscuro é o espírito e essa natureza sombria que exige um corpo. Esse corpo deveria ser compreendido não como o obstáculo do pensamento, mas antes como aquilo que deve ultrapassar para chegar a pensar. Como fazer, contudo, um corpo pensante, o pensamento aqui compreendido como crueldade, vida, vontade positiva de potência? Quais seriam os meios de superar o corpo-máquina, de trespassar os limiares para chegar ao corpo sem órgãos que Artaud reivindica? Tocar os nervos é “atropelar o repouso dos sentidos, libertar o inconsciente comprimido, empurrado para uma espécie de revolta virtual” Artaud 1964, pp. 40-41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obsessão do virtual para a língua, mais que para a poesia, é o imperativo do fora, o incômodo do desarraigamento a partir do fora, é a atribuição ao corpo do tocar, do tato, duma ética dos afetos desmesurada: mesmo os olhos tocam. Escrever é como se desmoronar por dentro, o que significa que para Artaud a poesia e a escrita são experimentos ancorados numa multiplicidade órfã, num pensamento errante, e esse desmoronamento se impõe como estética do corpo sem órgãos, mesclada à loucura, lucidez maior do artista, do escritor, do pensador; uma loucura estrangeira à psiquiatria, uma loucura como estética do devir, sem psicotrópicos nem camisa-de-forças nem etetrochoque, uma loucura que diz sim à vida, para além da verdade e do juízo. A estética do corpo sem órgãos é, pois, a estética de uma loucura artítisca, de um porre sóbrio: a do artesão cósmico, o artesão do corpo sem órgãos que se embriaga com um copo d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desmoronar-se. Em Artaud não há mais infinito. Há o indeterminável. O problema do homem é assumir esse indeterminável. Substituir a experiência pela narração é convocar uma totalidade de mundo lá onde ele é fronteira ou conflito para verificar que o enigma é realmente aquele de dentro. Problema maior para Artaud: como fazer para que a escrita não se torne o túmulo do pensamento? É preciso engendrar uma escrita-corpo que respire, se excite, enrabe, seja enrabada, chore, se derreta ao contemplar o olho do silêncio de um corpo desejado. Uma escrita cuja alma é nervo, nervura do espírito, isto é, volúpia, excitação em cascata, confusão de gênero, elogio dos opostos transformando-os em devir, ao invés de confiná-los na ilusão identitária: a nomeação que mata.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artaud quer sujar o branco com cocô, mijo quente, ou “chuva de prata”, fazer jorrar o esperma maluco nas páginas e narrativas mornas  – a escrita dos eunucos – que desidratam sonhos molhados e vontades ob-cenas! Dar um estômago à escrita e a poesia, eis um dos desejos de Artaud. Fazer ruminar a escrita num devir-vaca da própria escrita, animando assim uma teologia do estômago, do instestino, de um corpo que caga e se arrepia; uma escrita cujas pernas cambaleam ao se deixar possuir pela quentura da “chuva de prata” num experimento escatológico inserido à imanência de uma metafísica da carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artaud, escritor excrementicial? Os fundmanetos daquilo que foi interpretado (interpretar é matar) equivocadamente como uma obsessão escatológica, e talvez sexual, foram tão-somente revelações colhidas pelo próprio Artaud como experimentos singulares. Quando essa atração pela merda, mesclada a uma demanda desesperada de morfina provoca delícias sutis, emoções e dores inacabadas, ele percebe aquilo que sempre reivindicou: “Toda emoção tem bases orgânicas. É cultivando sua emoção em seu corpo que o ator recarrega sua densidade voltaica” (Id., p. 160).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda: lá onde cheira a merda, cheira ao ser. Trata-se, pois, da literatura e da merda: a literatura como merda. Tomando a literatura, e no sentido ampliado a arte como uma obra do espírito, isto é, a merda e todas as excreções do corpo  por uma obra do corpo. No centro, um problema crucial, aquele da comunicação entre os seres, para além do sujeito, e que ajuda a compreender a tentativa de Artaud em tornar a linguagem física. Uma linguagem que mija, peida, caga, trepa, sofre, ama, se apaixona, tem dor de barriga, caganeira, se masturba, enraba é enrabada, tem escorrimento, cria a confusão dos gêneros, desconhece o neutro ou a “noção de cultura” freudiana, cuja força maior consiste em engendrar uma literatura como um corpo. E esse corpo é Heliogabalo e não Macunaíma, herói edipiano, nascido de uma cagada, que mija sobre a mãe, mas cuja caretice o aproxima mais da mortificação cristã que do teatro da crueldade, ao qual nada falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, precisamente, a linguagem nua da merda desposa a comunicação de todo subtefúgio, a merda é intimamente ligada ao corpo, inseparável: ela é a verdade mesma do corpo. A merda fala ao espírito, ele também cagão, sem mediador, sem transposição. Pode-se, pois, pensar que a introdução em alguns autores da merda na obra literária seja talvez uma tentativa de aproximar o espírito, isto é, a própria obra, a um elemento humano que não necessita de mediador para transmitir algo, encontrando um estado de comunicação primordial entre o corpo e o espírito, quebrando entre os homens um interdito que se encontra talvez à origem desta fatalidade de não poder dizer nada senão usando a magra consolação de um mediador: a linguagem. É assim que a linguagem, pruduto do espírito, deixando-se contaminar pela linguagem nua da merda, imunda e fascinante, se desvela na nudez mesmo do corpo, libertada quase de qualquer subterfúgio, como em Artaud: “O espírito da vida é desinteressado. Os médicos nem sequer sabem fazer cocô, pois é necessário para isso, é necessário ser um sublime poeta desinteressado” (Lins 2000, p. 37 e 2005, pp. 73-91).&lt;br /&gt;         A merda é universal, como o sangue, o sexo, a urina. A obra de arte emerge, pois, como o excremento do espírito: o espírito caga! O excremento torna-se, então, o produto da comunicação: a excreção, a própria comunicação em seu movimento para o fora. A merda fala sem ambigüidade. Mormente, ela é velada, obscuramente colocada em um canto vergonhoso: o homem tem medo de sua merda; ao contrário de outros seres da natureza, ele tem também vergonha de sua nudez: o nu é quase sempre o pornográfico, o que sobrou de erotismo engolfado pela imagem capitalizada do proibido como mais valia, industria florescente do orgasmo seco, atual sem virtualidade, todavia.&lt;br /&gt;A merda, a urina, o esperma, o pus e o odor insitente de um peido : tudo o que deriva do interior de um corpo, que sai da obscuridade quente e suja das entranhas, do corpo do homem ou dos esgotos, consiedrados como um receptáculo idêntico ao corpo; a merda sai do corpo do homem para entrar no corpo da cidade, as canalizações dos esgotos são como instestinos, a seguir sai do corpo da cidade para se jogar nos sanitários gigantes dos rios e lagoas, pilhas de excremento arrastados no seu curso, como as consciências infelizes dos que perderam a vontade de vida: “O ânus é sempre o terror e eu não aceito que alguém perca um pedaço de excremento sem dilacerar-se por estar perdendo também a alma” (Artaud. 1983, p. 116)&lt;br /&gt;A expressão e a excreção são para Artaud sinônimo de excremento: “Eu abjeto todo signo. Criei tão-somente máquinas intantes de utilidade. Eu nunca mais cagarei” (Artaud 1974, p. 273) Ele quer construir um corpo puro, se impor um corpo ideal, constituí-lo literalmente palavra por palavra. Artaud concebe esse corpo apenas sob o modo da dejeção excremential: “Aquilo que o senhor considera como sendo minhas obras é tão-só os restos de mim mesmo, raspas da alma que o homem normal não as acolhe” (Artaud 1974, p.31)&lt;br /&gt;Para Artaud, o fundamento da palavra é físico, a linguagem é percebida como barulho, ecos do corpo, desarmonia, encrespamento, queixa inarticulada de uma palavra nascida na produção dos contatos esfarrapados. Ele quer produzir uma escrita alheia à escritura, isto é, às tábuas das leis, aos mandamentos, ao pensamento que pode ser pensado, ao pensamento com imagem, achatado. Seu projeto é engendrar uma escrita da transfiguração, que é pura criação, uma maneira de não morrer à verdade, de “salvar” o pensamento do processo de tetanização organizado pela transcrição, pelo livro: túmulo do pensamento. A criação é um combate contra os monstros herdeiros do hábito, segunda natureza dos adoradores das identidades próteses, aqueles que pararam de lutar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARTAUD, Antonin. O teatro e seu duplo. Tradução Teixeira Coelho, São Paulo : Martins Fontes, 1999.&lt;br /&gt;________Le théâtre et son double, Le théâtre et la peste, Gallimard, 1964&lt;br /&gt;________ Antonin Artaud. Cartas de Rodez. In Cláudio Willer. Escritos de Antonin Artaud. Porto Alegre: L&amp;amp;PM Editores, 1983&lt;br /&gt; ________ Oeuvres complètes. Paris :Gallimard,  vol. XIII, 1974&lt;br /&gt;________ Oeuvres complètes VIII. 1974&lt;br /&gt;LINS, Daniel. Antonin Artaud : O artesão do corpo sem órgãos. 2ª ed. Rio de Janeiro: Relume Duamrá, 2000.&lt;br /&gt;_______ “Por uma estética do Corpo sem órgãos” In Juízo e Verdade em Deleuze. São Paulo: Annablume, 2ª edição, 2005. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Daniel Lins é filósofo e sociólogo, coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisa da Subjetividade da Universidade Federal do Ceará. É autor, entre outros de Antonin Artaud – Artesão do Corpo sem Órgãos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2ª ed. 2000; Juízo e Verdade em Deleuze. São Paulo: Annablume, 2004.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7071122946221849760?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7071122946221849760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7071122946221849760' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7071122946221849760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7071122946221849760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/11/artaud-escritor-excrementicial-daniel.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-3994824119062908919</id><published>2007-08-25T21:31:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T21:40:50.419-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SONETO NÚMERO UM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sorvete; outras, azeitonas&lt;br /&gt;Ontem com cancro, amanhã com chato&lt;br /&gt;Hoje, nem bem sei, nem pensei&lt;br /&gt;Porque nem sei, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes frios, outras, fritos&lt;br /&gt;Ontem nos mitos, amanhã nos ritos&lt;br /&gt;Hoje, nem sei bem,  nem pensei&lt;br /&gt;Porque nem sei porque, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes versos, outras, prosas&lt;br /&gt;Ontem com Vinícius, amanhã com Barbosa&lt;br /&gt;Hoje, nem sei porque pensei, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sol, outras, lua&lt;br /&gt;Ontem de terno, amanhã todo nu&lt;br /&gt;Hoje, nem sei porque não &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;pensei&lt;/span&gt;, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dezembro, 2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-3994824119062908919?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/3994824119062908919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=3994824119062908919' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3994824119062908919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3994824119062908919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/08/soneto-nmero-um-s-vezes-sorvete-outras.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7952773654517079432</id><published>2007-08-11T01:42:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T01:45:21.317-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;IRREALIDADES E CAFÉS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Eles gostam de calçar seus silêncios&lt;br /&gt;E divagar por aí,&lt;br /&gt;Pelas artérias das cidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;E misturam o canto dos bem-te-vis&lt;br /&gt;Com o azul, o bege e a utilidade das orquídeas&lt;br /&gt;Para ver qual perfume exala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentam sobre orvalhos&lt;br /&gt;- como plumas voam ao vento -&lt;br /&gt;E bebem irrealidades...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;E todos os dias eles põem&lt;br /&gt;Um pouco de irrealidade em seus cafés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saem,&lt;br /&gt;A pisar em vidros,&lt;br /&gt;Calçados de silêncios,&lt;br /&gt;Sem meias,&lt;br /&gt;Sem meios,&lt;br /&gt;Valsando por entre as flores dos asfaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;experimentando&lt;br /&gt;O que o tempo&lt;br /&gt;Não pode marcar&lt;br /&gt;E o que o espaço&lt;br /&gt;Não pode medir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles trocam de cílios,&lt;br /&gt;De bocas,&lt;br /&gt;Sorrisos palavras ouvidos,&lt;br /&gt;Vestem-se com a vertigem do outro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confundem-se,&lt;br /&gt;fundem-se&lt;br /&gt;Como ecos em versos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem-se poemas&lt;br /&gt;- lêem-se versos reversos&lt;br /&gt;E suas entrelinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles gostam de calçar seus silêncios&lt;br /&gt;E sair por aí,&lt;br /&gt;Pelas artérias das cidades,&lt;br /&gt;Divagando por dentro de seus ternos amores&lt;br /&gt;Embriagados de irrealidades infindáveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7952773654517079432?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7952773654517079432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7952773654517079432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7952773654517079432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7952773654517079432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/08/irrealidades-e-cafs-eles-gostam-de.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-1033703382599238733</id><published>2007-07-17T14:09:00.000-03:00</published><updated>2007-07-17T14:16:47.972-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando a sedução vira instrumento de dominação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sedução e a mentira são duas faces da mesma moeda. Estão ali juntas. Na verdade contrários sempre parecem se cruzar. O amor construtivo e o ódio destrutivo são um prova disso. Eles parecem se fundir, ao mesmo tempo em que se repelem, além de aparentar possuir a mesma regra: nenhuma. Falo "amor construtivo" e "ódio destrutivo" porque acho que existem "amores" e "ódios", mas não vou teorizar sobre isso agora. Foda-se. Bem, cada qual desses citados nos leva a extremos bem distintos, apesar de se confundirem, de jogarem com as mesmas regras (ou sem elas). Mas voltando.. o que seria seduzir? Atrair algo/alguém para determinada coisa, determinado objetivo, dentro de uma determinada concepção que seria uma "verdade". Sendo que nisso pode-se servir da ocultação. Ocultar, omitir. Omitir é uma coisa, mentir é outra? Bem, nesse caso o que posso dizer é que sendo a ocultação uma forma de esconder algo para deixar transparecer outro, fica aí uma relação clara de mentira, pois está mostrando uma coisa da forma que ela não é para assim atingir seu objetivo. Quem quer seduzir vai mostrar o que existe de "bom" naquilo proposto que acompanhado de "omissão" dos elementos negativos que podem inclusive negar o que se fala/apresenta, faz com que o seduzido torne-se presa de um sentimento manipulado. Depois de descoberto, pode ser tarde. O desencanto provocado por uma imagem construída que não corresponde a realidade pode ser desastroso. Vejamos: grande parte do que se entende (ou se entendia) de esquerda seduziu-se (ou deixou se seduzir) pela democracia burguesa. Os "benefícios", seus "avanços", suas "facilidades" acabaram fazendo-os de prisioneiros em nome de seus próprios objetivos que foram gradativamente sendo distorcidos, e por eles mesmos. "Cooptados" não conseguem mais sair, nem mesmo vislumbrar uma outra possibilidade, pois os valores e instituições que abraçaram - e junto com elas o pacote retórico de "liberdade de expressão", "democracia", "cidadania" e etc - os fizeram cair numa armadilha ao qual não perceberam ou fingem não perceber. Temos aqui a sedução enquanto forma de forjar atitudes, as quais são movidas por um determinado sentimento que não corresponde aquilo que o "sedutor" aparenta. Da mesma forma, podemos trazer para as relações humanas em seu âmbito mais pessoal. Relacionamentos amorosos, por exemplo, podem ser (na verdade a maioria são) construídos deliberadamente, de forma planejada, calculada e programada. Isso remete a criação de situações que venham a montar um cenário favorável a conquista do objetivo traçado. Isso é lógico, notável e, a princípio, não há nada de errado. Nossas ações e atitudes intervêm no mundo, seja com intuito de transformá-lo ou mesmo o de conservá-lo. Mas há um grande e decisivo "porém" nisso tudo. Enquanto ser social, somos homens e mulheres fundamentalmente determinados historicamente dentro das condições existentes, materiais e morais/intelectuais. O modo de produção capitalista com sua estruturação em classes sociais antagônicas em eminente conflito, "apaziguado" na formulação de uma relação de dominação e submissão. Disso resulta em um constante conflito entre posições e pontos de vistas. Traçando em miúdos: Capital x Trabalho, Burguesia x Proletariado e a luta pela emancipação humana. A ideologia burguesa vai atuar no sentido de sublimação a qualquer tipo de ameaça a sua hegemonia, derrotando-a na coação, e entre outras coisas no próprio fechamento da locução...&lt;br /&gt;Isso claro, como forma de não usar a força física de fato, estando esta sempre preparada para ser acionada, repreendendo e alinhando os indivíduos. Todos esses contornos traçados por uma sociedade baseada não somente na exploração com extração de "mais-valia", mas essencialmente na dominação que garante a preservação de uma certa harmonia entre os contrários - sem desconsiderar a resistência existente -, gera um consenso que vem a celebrar um mundo mais do que nunca impregnado de valores burguesas, como a já tão falada exacerbação do individualismo. Ok, muito bonito tudo isso, mas e a sedução, o que tem a ver com isso? Voltando a questão das relações amorosas, a sedução dentro de todo esse contexto apresentado vai ter o caráter de dominação e falseamento dos fatos, ou inicialmente escamoteando certos pontos selecionados. O ato de seduzir o par desejado, imbui numa relação de dominio. O individuo sedutor irá utilizar de artificios que faça seu "alvo" se sentir encantado e que venha a entrar em seu campo de dominação...&lt;br /&gt;Numa sociedade fundada na propriedade privada dos meios de produção e dominação de classe, e ainda considerando as relações patriarcais existente entre sexos opostos, o "jogo da sedução" vira "jogo da vida" em sua versão burguesa. Dominar para amar. Nada de errado nisso, considerando que esta mesma sociedade conserva paradoxos que faz que seu bem-estar, segurança. modernidade e comodidade se sobressaiam mesmo eles significando degradação ambiental, criação de necessidades supérfluas tidas como essenciais e o enclausuramento vonlutário em ambientes fechados, cercados e vigiados. Em um mundo construído com mentiras, as relações humanas estão embreagadas por esse vício. Tais colocações podem remeter a uma interpretação mecanicista e pré-determinada dos fatos, com a consciência coletiva se sobrepondo a qualquer tentativa de oposição a tal postura. Mas não se trata disso. Uma sociedade sem classes sociais, com relações de poder em pé de igualdade e condições, abre-se terreno para o triunfo de relações sociais regidas por uma prática verdadeira. Verdadeira no sentido de que elas irão exprimir de forma livre as vontades e interesses em questão, sem ocultações. O fim da dominação traz o nascimento de uma sedução em que uma coisa não anula a outra, quando pelo contrario, se complementam. E importante colocar que, quanto a relacionamentos, esse complemento não exprime dependência...&lt;br /&gt;Não se deixar seduzir por imagens irreais e não cair no jogo da sedução é uma tarefa que exije disposição e consciência de si. E tudo se volta para o campo da luta de classes. Se a burguesia utilizasse da mentira, o proletariado necessita da verdade, de conhecer o mundo tal como ele é. Para tal, é preciso uma capacidade de busca da verdade, sem ocultações, sem se levar pela sedução...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/02/05&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-1033703382599238733?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/1033703382599238733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=1033703382599238733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1033703382599238733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1033703382599238733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/07/quando-seduo-vira-instrumento-de.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-5264602904399669422</id><published>2007-06-30T16:39:00.000-03:00</published><updated>2007-06-30T16:58:44.731-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PO[I]ÉTICA MANIFESTO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;- "a existência precede a essência" (jean-paul sartre)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma palavra que tenha a melodia de uma nova cor.&lt;br /&gt;Que confunda os espaços das asas dos pássaros.&lt;br /&gt;Que atordoe os oito olhos aracnídeos do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma palavra impermeável,&lt;br /&gt;que não seja nada além dela mesma&lt;br /&gt;que não tenha sinônimos - antônimos&lt;br /&gt;que não se conjugue&lt;br /&gt;não se analise&lt;br /&gt;não tenha definições&lt;br /&gt;que seja intraduzível&lt;br /&gt;- que ela seja a existência dela mesma&lt;br /&gt;em um tempo ahistórico, que esteja em todos os momentos&lt;br /&gt;mas que não faça parte de nenhum dele.&lt;br /&gt;Que ela não seja nada e que possa ser qualquer coisa&lt;br /&gt;em qualquer direito esquerdo paralelo ou meridiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma palavra que quebre espelhos&lt;br /&gt;que seja familias aos relevos de qualquer região&lt;br /&gt;que seja adaptável a qualquer clima&lt;br /&gt;que seja ponte rio peixe isca pescador anzol barco vento céu&lt;br /&gt;que seja livre como uma nota musical...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma palavra sem direitos autorais&lt;br /&gt;que não pertenca a nenhuma cultura&lt;br /&gt;que não seja oriunda de nenhum idioma, dialeto ou gíria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma palavra com todas as cores de um Iluminuras.&lt;br /&gt;Quero uma palavra com todas as idéias do Ser e do Nada.&lt;br /&gt;Que seja ela um Eterno-Retorno dela mesma, que seja um Grande Sertão: Veredas...&lt;br /&gt;Que seja todas as páginas dos livros que nunca li,&lt;br /&gt;que não esteja em nenhuma literatura,&lt;br /&gt;que seja a síntese de todas as palavras diluídas e todas as imagens e sensações possíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero uma palavra que seja, e nada mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-5264602904399669422?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/5264602904399669422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=5264602904399669422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5264602904399669422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/5264602904399669422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/poitica-manifesto.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-6044111034341999906</id><published>2007-06-24T13:20:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T13:28:05.230-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dentre os vários conceitos que os pensadores nos deixaram, não existe nenhum outro tão especial quanto os relativos à consciência de ser, e ainda, à maneira como o indivíduo se revela no mundo (estar-no-mundo). Um está diretamente ligado ao seguinte, pois somos qualificados como homo sapiens, ou seja, o ser que sabe que sabe, o ser que tem consciência da sua presença dentro do próprio mundo. Sabedor desses fatos, Nietzsche, levantou quatro questões fundamentais atinentes à consciência de ser no mundo no seu livro “Crepúsculo dos Ídolos”, fazendo com que nós, seus interlocutores, possamos ter um momento de meditação e aprofundamento de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira questão fundamental que Nietzsche coloca é a seguinte: “Você corre à frente? – Como pastor ou como exceção? Ou (terceira possibilidade) como fugitivo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, possa parecer que não haja muito sentido nessas palavras, porém, se dermos asas à nossa imaginação, com certeza poderemos contemplar o que estas indagações querem nos dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa existência é bem curta, logo os sabores da juventude passam e, para que não olhemos para trás e sejamos pegos de surpresa pelo tempo, faz-se mister que sempre estejamos à frente da nossa própria história, contemplando-a com firmeza e coragem, podendo vê-la como ela realmente é, sem máscaras ou maquiagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, para se dar conta disso (ter consciência de), é necessário ao ser humano, compreender e perceber como é o seu modo básico de ser no mundo, que segundo podemos ver em Nietzsche são três: o modo de ser como pastor, o modo de ser como exceção ou o modo de ser como fugitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo de ser pastor é daquele que se dirige a si próprio (provisão é o seu nome), que sabe se conduzir, que tem a capacidade de guiar a sua vida aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas; o modo de ser exceção, é daquele que coloca-se à margem da sua própria existência, aquele que procura sempre viver na dependência do outro (a história e o modo de ser do outro é sempre melhor do que o seu), aquele que não consegue se ver como autor e ator do script da sua vida, aquele cuja palavra chave para o seu viver é a exclusão; finalmente, o modo de ser&lt;br /&gt;fugitivo, é daquele que apesar de se conhecer e saber o que pode fazer, opta em abraçar os medos e temores que o assaltam, com isso passa a correr, não à frente, mas correr da vida, fugir dela, buscar aquilo que muitos chamam de suicídio (evasão é a sua senha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que se entende isso, somos levados à segunda questão fundamental colocada por Nietzsche, qual seja: “És sincero ou só comediante? Representas algo ou és a própria coisa representada? – Por fim, talvez sejas apenas a imitação de um comediante...”. Aqui, procura tornar mais clara a percepção de si cada pessoa pode ter na sua existência. Se a pessoa é sincera consigo mesma, se ela não tenta se enganar, se ela não representa, se ela consegue esclarecer para si e viajar no seu próprio interior. Com certeza, esse indivíduo terá grandes possibilidades de ter consciência como é o seu modo de ser no mundo (pastor, exceção ou fugitivo) e, com isso, mudar e progredir. Contudo, se a opção do sujeito for fazer de si mesmo uma grande piada, buscando com isso abafar os seus desafetos e desilusões, a tendência é prosseguir na cegueira e não resolver as suas pendências existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão, Nietzsche prossegue na sua explanação, dizendo: “És alguém que olha? Ou estende a mão? - Ou desvia o olhar e se afasta?...”. Nesta terceira questão fundamental, é enfatizado que a pessoa consciente de si, que tem bem explícito o seu modo de ser na existência e, que procura sinceramente, ver a sua própria vida, pode olhar e, em olhando, estender sua mão, mudar o seu ambiente, construir novas relações, manter-se firme nos seus propósitos e ser solidária nas suas ações. Quem não consegue se ver, segundo esta linha de raciocínio, não pode&lt;br /&gt;ver o outro ou, quando muito, caso veja, imediatamente, desvia o olhar e se afasta. Esse redirecionamento do olhar, essa atitude de repelir o que está sendo contemplado, é uma reação de pavor. Quando uma pessoa desvia o seu olhar, é porque vê na imagem alheia, os fantasmas horripilantes que aterrorizam a sua existência. Como resolver isso? Através da luz da consciência. Dar-se conta de quem se é, buscando uma constante mudança, vendo e percebendo o seu modo de ser no mundo, eis a possível resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Nietzsche conclui a sua ponderação, estabelecendo a quarta questão fundamental, quando fala: “Queres ir com os outros? Ou mais adiante? Ou caminhar só? ... Importa saber o que se quer e quê se quer .” Não obstante a troca e o intercâmbio com as outras pessoas ser muito importante, é primordial ter em mente que só a própria pessoa tem o poder para modificar a sua existência. Podemos ir com os outros, podemos seguir mais adiante, mas ninguém, nem mesmo os nossos entes queridos, podem tomar a resolução mais acertada para a nossa vida individual. O conselho do outro é importante, ajuda graciosa dos amigos é relevante. Contudo, somente a própria pessoa pode saber o que se quer e quê se quer, ou seja, qual é o  objeto do seu desejo e como fazer para alcançá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-6044111034341999906?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/6044111034341999906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=6044111034341999906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/6044111034341999906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/6044111034341999906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/dentre-os-vrios-conceitos-que-os.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7761662046547907965</id><published>2007-06-11T14:05:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T14:13:33.129-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fui conversar com a piaba&lt;br /&gt;mas ela estava soluçando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dexei passar o soluço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei o motivo.&lt;br /&gt;Ela disse que engoliu água&lt;br /&gt;quando estava falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a piaba voltou a soluçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- (Des)con(versamos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rodrigosérvulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7761662046547907965?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7761662046547907965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7761662046547907965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7761662046547907965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7761662046547907965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/fui-conversar-com-piaba-mas-ela-estava.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-4355190827647012234</id><published>2007-06-09T15:12:00.000-03:00</published><updated>2007-06-09T15:16:13.311-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez, tais vezes&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt; "Impossível compor um poema a essa altura da&lt;br /&gt;evolução da humanidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- carlos drummond de andrade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é um poema.&lt;br /&gt;Por mais que versos&lt;br /&gt;Inversos substantivos e controversos sentidos,&lt;br /&gt;Isto não é absolutamente um poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É talvez uma tentativa.&lt;br /&gt;Por isso, isto não é um poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, antes de tudo, é necessário afirmar a não-poesia.&lt;br /&gt;É necessário afirmar que a taça do inesgotável&lt;br /&gt;Foi sorvida por uma máquina,&lt;br /&gt;Uma máquina qualquer, movida por uma energia qualquer,&lt;br /&gt;Feita em série, como sabonetes são feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poemas às vezes são como sabonetes:&lt;br /&gt;Feitos em série, com mesma fragrância cor embalagem.&lt;br /&gt;E o que difere do sentidor são as alergias enojo alegrias que eles,&lt;br /&gt;Tão iguais! podem causar nos organismos, em diferentes aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poemas caem no chão&lt;br /&gt;Como caem sabonetes em vestiários masculinos.&lt;br /&gt;E o poema – assim como os sabonetes – permanecem no chão,&lt;br /&gt;Derretem-se e entram pelo ralo.&lt;br /&gt;Outros, são delicadamente usados para incitar o orga(ni)smo feminino.&lt;br /&gt;E há quem diga que uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantas definições para os poemas!&lt;br /&gt;Pedras flores sabonetes adjetivos e até nome próprio, além das etcéteras.&lt;br /&gt;Há quem ouse: quem diga que poemas não são poemas,&lt;br /&gt;Mas a representação fugaz de uma exaltação casual do ser e que mesmo tento,&lt;br /&gt;Essa exaltação, a nomenclatura Poema, não são de fato poemas.&lt;br /&gt;Há quem apenas diga que poemas são como fezes:&lt;br /&gt;Nascem de uma necessidade fisiológica e que não há por que explica-lo&lt;br /&gt;E sim evacuá-lo – será por isso que há tantos obreiros líricos e poucos poetas?&lt;br /&gt;E assim os poemas são incontestáveis.&lt;br /&gt;Porque são em si o que se tornaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez tentei escrever um poema&lt;br /&gt;Como quem toma purgante.&lt;br /&gt;Depois eu me viciei no purgante e já não pensava no poema.&lt;br /&gt;Eu bebi qualquer coisa amarelada que fosse&lt;br /&gt;E comia qualquer enlatado desses que já vêm prontos.&lt;br /&gt;E tomava purgante. E mais e outros mais...&lt;br /&gt;E meus poemas não eram tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, há quem conteste a tentativa.&lt;br /&gt;- a vida é uma tentativa de não morrer.&lt;br /&gt;Por isso o poema é uma tentativa de deixar de não-ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não contesto tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, isto não é um poema.&lt;br /&gt;É talvez uma tentativa.&lt;br /&gt;E se fosse absolutamente uma tentativa seria um poema&lt;br /&gt;E não um talvez...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;rodrigosérvulo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-4355190827647012234?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/4355190827647012234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=4355190827647012234' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4355190827647012234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4355190827647012234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/talvez-tais-vezes-impossvel-compor-um.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-8033072261004443955</id><published>2007-06-04T11:13:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T11:18:19.242-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Saí da minha barraca, abandonei minha pequena e pulei no fundo, bem fundo, no abismo que ficava em frente. Lá embaixo tinha uma luz dourada, que brilhava com intensidade e acenava para mim. Na verdade, não pulei simplesmente pela sensação de liberdade [?], saltei no abismo pra descobrir o que estava por vir. Só desvendaria aquela luz, se pulasse. Mas não tinha como voltar atrás, como subir, tão facilmente. O salto foi longo, porém rápido. Feliz. Sublime. Forte. Delirante. Intenso. Apaixonante. Lá embaixo fazia um calor ardente. Toquei, beijei, senti aquilo tudo como se não tivesse nada ao redor. Agora, tento levantar sozinho e enxergar o que estava lá em cima. A pessoa que ficou no topo grita pra que eu suba e eu não sei se quero voltar. Precisava pular pra compreender tudo aquilo, estou no chão agora. Tenho que levantar sozinho. Aquela luz dourada não está mais aqui. Se não pulasse, nunca iria descobrir o que estava por vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael F.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-8033072261004443955?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/8033072261004443955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=8033072261004443955' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8033072261004443955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/8033072261004443955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/sai-da-minha-barraca-abandonei-minha.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-2114525114719407922</id><published>2007-06-03T13:43:00.000-03:00</published><updated>2007-06-03T13:47:15.499-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Assim como também não reconhecera o chão. Tentou ensaiar um sorriso que não saiu. Tentou falar alguma coisa para si mesmo, mas já não se reconhecia e hesitou falar. Não sabia onde estava, nem por que. Murmurou algumas palavras que saiu sem ruído. Desfantasiou-se, viu uma cama, e um corpo deitado sobre ela. Sobre o corpo um lençol, que modelava as suas ondulações. Era um corpo feminino. Hesitou. Seu coração batia tão pesado que ele ouvia seu eco. Pensou em alguns nomes, nenhum lhe veio à mente. Ao pé da cama havia livros. Ele não conseguia lê-los, nem mesmo os títulos. Mas sabia que se tratava de poemas, pois reconheceu suas estruturas. Ele percebeu que haviam quadros em cada parede das quatro que lhe rodeavam. Não conseguia distinguir as formas. Pensou estar sonhando. Mas não há odores em sonhos e onde ele estava havia um odor de alguma coisa que ele não sabia, nem suportava. Mas ele esqueceu o odor e os quadros. Reviu o corpo, que continuava deitado, imóvel. Ele voltou a observar-se no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora nu, sem fantasia. Ele não reconheceu mais uma vez seu corpo, nem sua face. Seus olhos estavam úmidos, vermelhos. Talvez, pensou, estava sob o efeito de alguma droga. Depois, objetou-se: não era possível. O porquê, ele não sabia. Tentou procurar suas roupas. Estava com receio do corpo sobre a cama e sob o lençol acordar e vê-lo assim, nu, confuso, com um corpo que talvez não lhe pertencesse. Foi a passos lânguidos até a extremidade da cama. Baixou-se. Haviam papéis. Muitos, debaixo da cama. E alguns pedaços de panos velhos, como fossem panos de chão. Ele levou suas mãos até os papéis. Mais versos. Rascunhos, apontamentos. Alguém naquele quarto escrevia poemas, pensou. Tentou lê-los, mas suas palavras eram todas embaçadas. O odor do quarto voltou às suas narinas, e lhe dava vertigens. Levantou-se com os papéis na mão, entre os dedos, como que enojado. Tentou relaxar, mas seus pés movimentavam-se sem seu comando. Para um lado e depois o outro. Foi a uma pia, com dificuldade. Lavou o rosto. Olhou-se novamente no espelho. Tomou um susto. Ele já não era o mesmo de alguns minutos atrás. Ele reconhecia seu queixo, seu nariz. Mas a boca e os olhos ele não sabia se era realmente dele. Parecia que ele estava vendo um parente, com características iguais às dele. Olhou para os papéis. Tentou lê o que havia dentro delas. "Interessar-me-ia somente ver meus olhos quando eles te olham", foi o que conseguiu ler. Tratava-se de um poema de amor. Tentou pensar que escrevera aquele poema ou, ele mesmo, pelo menos, aquele verso. Pensou que talvez ele tivesse feito para o corpo que estava ali deitado, imóvel, na cama. Então, ele percebeu uma porta. Sim, era o que ele estava procurando e não sabia! Uma porta! Mas... Ele estava despido, não podia sair dali. Ele não queria acordar o corpo inerte na cama. Sentou-se no chão. Ficou observando as palavras que haviam nos papéis. E conseguiu ler outros versos. "Os cílios agarraram-se às pálpebras quando tentei fechar meus olhos. Mas você assoprou e todos voaram", ele já ouvira isso em algum lugar. Talvez tivesse escrito ali mesmo, onde está lendo. Olhou para suas mãos e achou incapaz de escrever qualquer coisa. Nem seu nome sabia. Veio-lhe à mente uma imagem feminina. Ele sentiu-se bem, não sabia por qual motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava confuso. Coisas movimentavam o que ele queria falar e o que não conseguia. Ele olhava para a fantasia que estava no chão. O corpo permanecia inerte, sob o lençol, sobre a cama. Debaixo da cama, versos, pano de chão. O quarto tinha um odor insuportável, que vinha e ia e vinha e ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi até os livros jogados ao chão. Sua visão oscilava, ele lia algumas linhas e outras não. E de repente ele reconhecia os versos. Mas ele acabou soltando o livro. Voltou aos rascunhos. Tinha uma página de prosa, escrito numa letra feia, cheias de erros, apontamentos e contestações. Esforçando-se, conseguiu ler. "Estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou um susto, sentiu-se como alguém que experimentara um deja vú, vários, de uma só respiração. Não poderia ser, pensou. A cada linha, parecia que tinha vivido aquilo que estava lendo. Cada linha que passava, cada parágrafo o fez oscilar. Ele pensou que estava delirando, queria saber quem escreveu aquilo. Talvez, pensou, foi ele mesmo que escreveu. Não, não poderia ser. A porta!. Se abandonar aquilo, abrir a porta e for embora? Todo esse desespero acabaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou confuso por estar confuso. Talvez ele tenha sido mal escrito, talvez seu autor o tivesse feito assim, como ele estava sendo e pensando. Mas não!, Ele tinha seus próprios pensamentos. Mas ele não conseguia organizá-los.&lt;br /&gt;Jogou o papel onde lia a prosa ao chão, era óbvio demais. Levantou-se. Foi até a porta, decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu que não havia trinco. Desesperou-se. Não havia janelas. Olhou para cima. Descobriu que não havia teto. Parecia que havia um abismo acima de sua cabeça. Ele começou a sentir dores. Ele gritava, mas não saia som de sua voz. Ele vomitava, vomitava pregos que rasgavam sua garganta. Ele vomitava e calmo estava, indizivelmente calmo. Tanto para pensar que, sim, estava sendo escrito. Ficou por horas, não sabia se dias ou segundos eternos a vomitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu até a folha onde havia lido aquela prosa estranha, que ele mesmo poderia ter escrito e agora estava atuando. Foi nas últimas linhas, concentrou-se, mas sua vista estava embaçada. Pensou que se estivesse sendo escrito ali, o seu autor estaria sendo cruel. Seu criador o fez caótico, sem uma veracidade. Pensou que pensando isso estaria sendo um idiota. Acho que deveria estar sob o efeito de alguma coisa. Voltou ao espelho. Não conseguia ver nada, além de seu vulto. Sua vista estava se apagando. Ele ficou tentando se concrentar para ler as linhas daquela prosa. Ele queria saber quem ele era, se alguém fosse. Ele olhou para a cama, sua visão embaçada distinguia ainda aquele corpo sobre a cama, sob o lençol. Ele já não se importava quem ela fosse, se fosse. Queria saber quem era, por que estava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou horas, segundos ou talvez anos sentado, tentando distinguir as últimas linhas daquele pautado papel cheio de palavras. Ele não sentia fome. Nem cansaço. Mas ele tinha órgãos. Pois ele se bateu, se sentiu. Mas não sabia se aquele corpo era mesmo dele. Mas ele estava com ele.&lt;br /&gt;Como aquele quarto estava claro e sobre ele era escuro, como se fosse um abismo? Por que a porta não tinha trinco? Por que a mulher não se movimentava, será que ela estava morta? Por que ele estava ali? Fechou os olhos, dormiu. Começou a sonhar que estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Assim como também não reconhecera o chão. Tentou ensaiar um sorriso que não saiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou sem mais saber o que era real e o que não era. Agora, ele via tudo com muita nitidez. Pegou o papel que havia deixado ao seu lado. Foi nas últimas linhas, leu, com a voracidade de um animal com sede num deserto: "como aquele quarto estava claro e sobre ele era escuro, como se fosse um abismo? Por que a porta não tinha trinco? Por que a mulher não se movimentava, será que ela estava morta? Por que ele estava ali? Fechou os olhos, dormiu. Começou a sonhar que estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Assim como também não reconhecera o chão. Tentou ensaiar um sorriso que não saiu...”.&lt;br /&gt;Como pode? Só poderia ser sonho tudo isso. Seria eu, pensou, um personagem mal escrito? Abandonado, sem mais instantes? Sim, deveria ter sido abandonado. Uma angústia tomou conta dele. Ele leu todos os papéis escritos, todos os livros que haviam no quarto. Ele não admitia que tivesse sido criado, abandonado. E aquela mulher? E pensou o por quê dele não conseguir ir até ela, nem ter vontade de ir até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria morrer. Mas não conseguia ter coragem para pegar algo para se matar. Foi até a fantasia, olhou em seus bolsos. Encontrou um pedaço de papel, rabiscado. Leu. Não queria acreditar no que estava lendo. Havia no papel aquelas mesmas coisas que ele havia pensado e feito e visto: "como pode? Só poderia ser sonho tudo isso. Seria eu, pensou, um personagem mal escrito? Abandonado, sem mais instantes? Sim, deveria ter sido abandonado. Uma angústia tomou conta dele. Ele leu todos os papéis escritos, todos os livros que haviam no quarto. Ele não admitia que tivesse sido criado, abandonado. E aquela mulher? E pensou o porquê dele não conseguir ir até ela, nem ter vontade de ir até lá..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava lendo no mesmo instante que estava sendo lido e no mesmo momento que estava vivendo aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurou mais papéis, mas não encontrava. E sempre relia os trechos, sem saber o porquê.&lt;br /&gt;Estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Assim como também não reconhecera o chão. Tentou ensaiar um sorriso que não saiu...&lt;br /&gt;Estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Assim como também não reconhecera o chão. Tentou ensaiar um sorriso que não saiu...&lt;br /&gt;Estava sentado em um tamborete e calçou, com dificuldade, os sapatos. Viu-se nu. Vestiu uma fantasia que estava no chão encardido. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Assim como também não reconhecera o chão. Tentou ensaiar um sorriso que não saiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se repetia quando, de repente, ele viu no espelho um recado. Mas não era para ele. parecia que havia sido feito para o próprio texto que estava lendo, e que já não sabia se estava lendo ou ou vivendo ou os dois, simultaneamente. num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência. Num átimo, ele percebeu a sua impotência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele relia aquilo, aquilo se repetia, pois não havia ponto-final, no fim da última linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não havia ponto-final, no fim da última linha,&lt;br /&gt;Pois não havia ponto-final, no fim da última linha,&lt;br /&gt;Pois não havia ponto-final, no fim da última linha,&lt;br /&gt;Pois não havia ponto-final, no fim da última linha,&lt;br /&gt;Pois não havia ponto-final, no fim da última linha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-2114525114719407922?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/2114525114719407922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=2114525114719407922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2114525114719407922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/2114525114719407922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/estava-sentado-em-um-tamborete-e-calou.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-7650019552017579649</id><published>2007-06-02T14:58:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T15:08:23.075-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Posto que, no céu oceânico, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;o coelho-de-neve estoure a grande bolha flutuante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e principie a barreira sonora &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;com um silente estopido murmúrio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;seus ouvidos auscutarão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;meu coração &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;pelos meus ouvidos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e num divagar de novos sons &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;meus lábios serão seus lábios &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ante as estrelas que engolfam suavemente em lagos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e nesse error, nossos corpos dissolverão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;com a explosão dos brancos capilares do Tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e nossos estilhaços se refazerão a cada instante &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;as entre plumas aquáticas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e escalaremos os ventos - &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;seremos tudo antes, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;depois de nós &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e estaremos livres no Tempo e livre no Espaço também &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e, por um segundo, seremos a Eternidade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;na última fração intangível do Tempo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-7650019552017579649?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/7650019552017579649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=7650019552017579649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7650019552017579649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/7650019552017579649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/posto-que-no-cu-ocenico-o-coelho-de_02.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-4223191063111796196</id><published>2007-06-01T10:32:00.001-03:00</published><updated>2007-06-01T10:32:49.623-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Existe um planeta muito distante daqui. É um planeta especial pois é composto por um só oceano. Neste oceano vivem essencialmente dois tipos de criaturas. Aquelas que vivem à tona da água e aquelas que vivem nas profundezas do oceano. É muito engraçado reparar nas diferenças que marcam estes dois tipos de ser. A superfície é inundada de luz. As criaturas que aqui vivem possuem olhos e vêem-se mutuamente. Talvez por se verem estes seres são muito mais coloridos. Mostram-se muito mais. São exuberantes, exibem-se constantemente. Pelo o contrário os organismos das profundidades não vêem, mas em contrapartida sentem muito mais. Comunicam de uma forma muito mais intensa que os organismos que habitam a superfície. Este mentem constantemente. Produzem cor para disfarçar os cinzentos que os dominam. Exibem-se para se fazer notar, gostam de se fazer notar. Os habitantes das profundezas são discretos, a maior parte do tempo estão sozinhos. Quando se encontram a linguagem é medida, gostam de saber como é o outro, gostam de aprender com o outro, o outro é importante. As criaturas da superfície abominam os seus parentes que moram lá em baixo. Mas algumas vezes acontecem coisas interessantes. Por vezes uma das criaturas da superfície aventuram-se e mergulham até lá baixo. Nas maior parte das vezes voltam depressa para cima completamente atemorizadas. De quando em vez há uma que resiste ao medo e fica lá em baixo. Confronta-se consigo própria. Abre-se aos outros e descobre que havia muito mais em si que aquilo que pensava. As criaturas lá de baixo são assim. São feias e monstruosas, mas sabem do que são feitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-4223191063111796196?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/4223191063111796196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=4223191063111796196' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4223191063111796196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/4223191063111796196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/06/existe-um-planeta-muito-distante-daqui.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-3703344446215476988</id><published>2007-05-27T20:18:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T20:25:03.385-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Soneto Acróstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kamila, por vezes lhe vejo como&lt;br /&gt;As plumas reticentes de uma líquida&lt;br /&gt;Manhã vernal, entre cançõ'esvoaçantes,&lt;br /&gt;Insígnes, de sorrisos orvalhados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacônicos, de silentes pássaros&lt;br /&gt;A cantar seus silêncios; meus universos&lt;br /&gt;Segmentados nos seus negros olhares&lt;br /&gt;Indissolúveis, don'desenvolvem-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quimeras mudas, policromáticas,&lt;br /&gt;Untuosas, cheias de novos aromas&lt;br /&gt;Esplendentes, que acastela meu corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indefinido em seus alicerces&lt;br /&gt;Rutilantes e impassíveis, onde&lt;br /&gt;Amores prodigiosos pululam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rodrigo sérvulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-3703344446215476988?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/3703344446215476988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=3703344446215476988' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3703344446215476988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/3703344446215476988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/05/soneto-acrstico.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37859952.post-1384609403639689107</id><published>2007-04-29T10:51:00.000-03:00</published><updated>2007-04-29T16:36:20.096-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;(Contra)versão, contravenção.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Cumpre-se´screver o´rganismo-po(i)ético&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;(ex)orbitar, desa(bi)tar o lar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;do falar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;como se não-fosse nada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;- (uni)verso (per)verso (di)verso (in)verso -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;repetititivas - re-petições ornadas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;de´sculpas fundamentadas nos (a)versos do falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Dizer o que se quer no não-dizer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;é falar, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;não-dizendo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;- o que quer isso dizer? -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;contra-dizer o que (r)atos em (pr)atos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;roeram, dilaceraram, sem falar;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;contra-dizer o mar que o suicida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;se afogou sem querer-morrer;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;contra-dizer o dito que não-é&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;não-foi, nunca-será&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;no&lt;br /&gt;dei-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;xar&lt;br /&gt;de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;ser...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cumpre-se´screver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mesmo no não-dizer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- o medo do silêncio nos obrigam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a falar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;mesmo que nada tenhamos para,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;mesmo que falemos do não-falar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;mesmo que não falemos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;rodrigosérvulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37859952-1384609403639689107?l=artesaodocorposemorgaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/feeds/1384609403639689107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37859952&amp;postID=1384609403639689107' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1384609403639689107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37859952/posts/default/1384609403639689107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artesaodocorposemorgaos.blogspot.com/2007/04/contraverso-contraveno.html' title=''/><author><name>rodrigo sérvulo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
